Sábado, 16 de maio de 2026
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O governo paraguaio convocou seus parceiros do Mercosul para solucionar um problema portuário na Argentina que impede a viagem de cargas fluviais destinadas ao Paraguai.Caso a questão não seja resolvida, o governo paraguaio poderá não
participar da próxima reunião do bloco, quando deve receber a
presidência temporária.

  

Navegadores argentinos, alegando solidariedade com as demandas de um novo sindicato paraguaio, têm boicotado embarcações com a bandeira paraguaia e impedido, em Buenos Aires, a chegada de cargas destinadas ao país vizinho.

  

“Se esta semana o conflito não tiver uma definição favorável aos interesses paraguaios, vamos redefinir se devemos ou não participar da cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu”, disse o ministro das Relações Exteriores Héctor Lacognata.

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O chanceler paraguaio fez estas declarações depois de se reunir com o embaixador da Argentina em Assunção, Rafael Edgardo Romá, do Brasil, Eduardo dos Santos, e do Uruguai, Juan Enrique Fisher.

  

“Acreditamos que não existem condições para seguir aprofundando e assinando documentos e acordos dentro do Mercosul, porque esta situação prejudica a próprio fundamento do bloco”, colocou o chanceler.

  

Ele ainda recordou o primeiro artigo do Tratado de Assunção, que deu origem ao grupo e consagra a livre circulação de pessoas, bens e serviços entre os países integrantes. Lacognata acrescentou que ao não participar da próxima reunião, o país não poderá aprovar os documentos ali firmados, que por consequência não entrarão em vigência.

  

O ministro classificou a situação como “grave”, referindo-se à preocupação expressada pelos setores empresariais do Paraguai, uma vez que o boicote em portos argentinos já leva vários dias.

  

Estivadores paraguaios esclareceram que não têm nenhum problema com os sindicatos locais e sugeriram que sindicalistas argentinos estejam sendo utilizados por transportadores desse país para segurar as cargas destinadas ao Paraguai.

  

O embaixador da Argentina em Assunção afirmou que o conflito sindicalista está fora do âmbito do governo de seu país, mas que este está comprometido a encontrar uma solução ao problema.

  

O presidente do Centro de Importações do Paraguai, Max Heber, considerou a situação atual como “a mais crítica que enfrentou o setor nos últimos dez ou quinze anos”. Para o empresário paraguaio, a circunstância está completamente fora de controle. “Não podemos entrar em território argentino com embarcações paraguaias, nem sair”, colocou ele, referindo-se à paralisação das importações paraguaias.

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Paraguai reclama de boicote da Argentina a cargas fluviais em portos

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