Para Stiglitz, políticas de austeridade vão prolongar crise na Europa
Para Stiglitz, políticas de austeridade vão prolongar crise na Europa
O ex-economista-chefe do Banco Mundial e prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz acredita que tanto a União Europeia quanto os Estados Unidos precisam de uma retomada econômica em vez de políticas de austeridade, que devem atrasar a saída da crise.
O caminho a ser seguido é o escolhido pela China, garantiu o economista em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal francês Libération. Segundo ele, o caminho para ajudar a UE a sair da crise passa também por melhorar o fundo de estabilidade criado em Bruxelas.
“Pequim fez um plano de relançamento embora a China tivesse sido menos afetada pela crise que os países ricos. Resultado: o país vai se transformar na primeira economia mundial antes do previsto”, diz o economista. “É preciso injetar verbas em educação, saúde, pesquisa e infraestrutura”.
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Esse é o caminho que deve ser seguido pela UE, no lugar da “via da austeridade que vai atrasar a saída da crise, debilitar os elos mais vulneráveis da zona do euro e da União Europeia”, acrescenta Stiglitz.
O economista participará do seminário “Novo Mundo, Novo Capitalismo”, organizado em Paris pelo governo da França na quinta-feira (6/1).
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