Para presidentes de Chile, Colômbia e Uruguai, morte de Kirchner é perda para região
Para presidentes de Chile, Colômbia e Uruguai, morte de Kirchner é perda para região
Os presidentes do Chile, da Colômbia e do Uruguai, assim como autoridades do Equador e da Espanha, lamentaram a morte do ex-mandatário da Argentina (2003-2007) e secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), Néstor Kirchner.
“Representa uma grande perda para a República Argentina, todos os países da América do Sul e também para o mundo inteiro, porque foi um homem que dedicou sua vida ao serviço público”, afirmou o chileno Sebastián Piñera.
“Afeta-me com muita força pessoalmente. Vamos estar próximos da presidente Cristina [esposa de Kirchner] em todos os atos do funeral”, acrescentou o presidente.
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Piñera apontou que uma das últimas tarefas políticas do ex-mandatário na Unasul foi tentar “criar uma comunidade de democracias na América do Sul que se comprometa com eficácia e com vontade de fazer de nosso continente um continente de paz, democracia, desenvolvimento, progresso e justiça”.
O titular do organismo também buscou fazer da região um local “em que os valores da democracia e os direitos humanos sejam defendidos com tanta eficácia como fizemos há algumas semanas, quando houve uma tentativa de golpe de Estado na República do Equador”.
“Nesta oportunidade, Néstor Kirchner jogou um papel muito importante e também a presidente Cristina”, lembrou Piñera, ao aludir à reunião de líderes do bloco convocada pelos dois argentinos e realizada na madrugada do dia 1º de outubro, que visava respaldar o equatoriano Rafael Correa durante a tentativa de desestabilização sofrida por ele por meio de uma revolta policial no dia 30 de setembro.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, também lamentou o falecimento de Kirchner, classificando o acontecimento como “uma grande perda para a Argentina e uma grande perda para o continente”.
Por sua vez, o presidente do Uruguai, José Mujica, enviou um “abraço” e “toda a solidariedade” ao povo da nação vizinha, ao declarar que tentará comparecer às exéquias e que a vida vai embora “em um instante”.
“Não tínhamos relação próxima, havia conhecido ele há pouco, mas é representativo de uma parte importante do povo argentino e particularmente do justicialismo [peronismo]. Vai a saudação a todos os argentinos e um abraço aos justicialistas”, acrescentou Mujica, que assumiu o governo em março deste ano.
O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, afirmou que as autoridades do país estão “tremendamente consternadas” e que Kirchner foi “um homem muito valioso”. “Tinha à frente os princípios antes de qualquer coisa, apaixonado pela política de entrega, um homem impulsionador da integração sul-americana”, explicou ao jornal oficial El Ciudadano.
Outro que se manifestou foi o primeiro-ministro da Espanha, José Luís Rodríguez Zapatero, que enviou seus pêsames a Cristina. “Receba, querida presidente, e amiga Cristina, o carinho de todo o povo espanhol que te acompanha nestes momentos de profunda dor”, escreveu ele em um telegrama.
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