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Os Estados Unidos necessitam dar mais valor a sua aliança estratégica com o Brasil se quiserem se beneficiar das gigantescas reservas que a Petrobras descobriu no pré-sal, afirmou, nesta terça-feira (22/03), o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli.

O executivo se referiu dessa forma ao interesse que o presidente americano, Barack Obama, manifestou nas reservas de petróleo descobertas pela Petrobras durante a visita oficial que fez ao Brasil no final de semana.

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“Se o governo americano quer dar valor estratégico às importações americanas de petróleo do Brasil, tem que criar as condições de valorizar a aliança estratégica. Esse é o desafio que os EUA têm”, disse Gabrielli em um seminário para investidores no Rio de Janeiro.

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Segundo o executivo, os EUA podem valorizar essa aliança mediante a oferta de empréstimos a empresas petrolíferas brasileiras e oferecendo incentivos às companhias americanas que queiram operar no Brasil.

A visita de Obama ao Brasil foi centrada em assuntos econômicos e energéticos, entre eles a possibilidade de que os EUA aumentem suas importações de petróleo brasileiro quando a Petrobras começar a explorar as reservas que descobriu no pré-sal.

Gabrielli calcula que a Petrobras possa duplicar suas reservas comprovadas de petróleo em cinco anos depois que declarar as jazidas do pré-sal comerciáveis.

Como o Brasil já é auto-suficiente em petróleo e prefere aumentar seu abastecimento de combustíveis vegetais como o etanol, as reservas extraídas do pré-sal serão destinadas principalmente à exportação.

“O Brasil hoje é a melhor fronteira de desenvolvimento de nova produção de petróleo do mundo. Com as descobertas do pré-sal, em termos de longo prazo, o Brasil apresenta-se como um enorme potencial de desenvolvimento de produção. Os investimentos da Petrobras são os maiores do mundo”, disse o presidente da companhia.

“É evidente que todo mundo quer participar desse processo”, ressaltou.

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Para Petrobras, EUA devem dar mais valor à aliança estratégica com o Brasil

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