Sábado, 16 de maio de 2026
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O governo de Israel declarou nesta segunda-feira (6/12) que o reconhecimento pela Argentina de um Estado palestino com as fronteiras prévias à Guerra dos Seis Dias de 1967 “não ajuda” na resolução do conflito do Oriente Médio.

“Trata-se de uma decisão que não ajuda na resolução do conflito. Esse Estado palestino não existe e só pode ser estabelecido mediante negociação”, afirmou em declarações à agência de notícias espanhola Efe a diretora-geral do departamento para a América Latina e o Caribe do Ministério de Assuntos Exteriores israelense, Dorit Shavit.

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“Além disso, antes da guerra de 1967 os territórios desse suposto estado – Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental – não estavam sob o controle político dos palestinos, mas dos egípcios e dos jordanianos”, acrescentou a funcionária israelense.

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A reação das autoridades israelenses contrasta com a das palestinas, que agradeceram a decisão argentina.

“É uma mensagem muito clara de respeito à legalidade internacional e contra o colonialismo. Gostaria de agradecer pessoalmente a nossa grande amiga (a presidente argentina) Cristina Fernández de Kirchner e abraçar o amigo povo argentino por este grande gesto de solidariedade”, disse Nabil Shaath, assessor do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

O reconhecimento foi anunciado nesta segunda-feira (6/12) em Buenos Aires pelo chanceler argentino, Héctor Timerman, quem em declarações aos jornalistas disse que se tratou de uma decisão que o país coordenou com Brasil e Uruguai.

“O governo argentino compartilha com seus parceiros do Mercosul, Brasil e Uruguai, a opinião de que chegou o momento de reconhecer a Palestina como um Estado livre e independente”, disse Timerman ao ler um comunicado na sede do ministério de Assuntos Exteriores.

O reconhecimento da Argentina se dá após o Brasil ter adotado na sexta-feira a mesma decisão.

Em Ramallah – sede administrativa da ANP e que permanece sob ocupação israelense – espera-se que nos próximos dias o Uruguai também anuncie o reconhecimento de um Estado palestino com as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias.

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Para Israel, reconhecimento argentino de Estado palestino não ajuda na paz

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