Para irmã de trabalhador resgatado no Chile, donos de mina San José são "assassinos"
Para irmã de trabalhador resgatado no Chile, donos de mina San José são "assassinos"
A irmã de Darío Segovia, o 20º operário a ser resgatado ontem (13/10) da mina San José, em Copiapó, no norte do Chile, acusou de “assassinos” os proprietários da jazida e afirmou que no país, os trabalhadores não recebem “nem o respeito, nem o lugar que lhes pertence”.
María Segovia, apelidada de “prefeita” do acampamento Esperança – formado no local por parentes dos 33 homens que ficaram bloqueados por 70 dias a cerca de 700 metros de profundidade depois de um desmoronamento -, pediu “humildemente” ao presidente Sebastián Piñera que feche a mina.
Para ela, o encerramento das atividades de extração deveriam ocorrer porque “sabemos como trabalham os donos” da mineradora San Esteban, Alejandro Bohn e Marcelo Kemeny, proprietários da San José. “Aqui [no Chile] usam o trabalhador de classe média para ficarem ricos, e o trabalhador mineiro morre doente e pobre”, acusou ela.
Em conversa com a rádio Cooperativa,
María disse ter passado uma noite tranquila depois do término das
retiradas, e assegurou que se sente “muito orgulhosa de meu povo chileno
porque nunca nos abandonou”. “Vivemos o próprio inferno, mas nunca
baixamos a guarda”, pontuou ela.
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A irmã de Darío Segovia revelou também que está trocando números de
telefone com os outros parentes de operários para não perderem o contato
e se reunirem “uma vez por ano”.
Por sua vez, Lilian Ramírez, a esposa de Mario Gómez, o nono trabalhador
a ser resgatado e o mais velho do grupo, com 63 anos, afirmou que os 33
e suas famílias têm “que aprender a se querer e se unir como uma só
família”.
Mensagem do presidente
Após o sucesso dos 33 resgates realizados a partir da meia-noite de terça-feira (12/10) e que foram concluídos na noite de ontem, Piñera declarou que “os que têm responsabilidade vão ter que assumir suas responsabilidades”.
O presidente chileno, que anunciou que fechará o local, também defendeu que cabe a todos os seus conterrâneos “melhorar as situações de vida e os procedimentos para resguardar a vida de todos os trabalhadores, mas não somente da mineração”.
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