Quarta-feira, 29 de abril de 2026
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Logo após o governo de Israel, que controla Gaza desde 2007, ter anunciado uma trégua no bloqueio à região, o Hamas criticou esta postura e pediu a suspensão total do bloqueio no território palestino.

“Rejeitamos a decisão sionista, que tem a intenção de burlar a decisão internacional do fim do bloqueio à faixa de Gaza”, afirmou Ismail Radwan, dirigente do Hamas. Para Radwan, o anuncio de Israel é “propaganda midiática”.

Pela manhã, o gabinete de Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, informou que vai “aliviar o sistema da entrada de bens civis em Gaza”.

A medida representa a cessão do Governo israelense à pressão internacional, que havia reiterado suas chamadas ao fim do bloqueio a Gaza após o ataque à frota humanitária internacional que se destinava a região no último dia 31 de maio e terminou com a morte de nove ativistas turcos.

Uma nova lista de produtos que podem entrar na região, aprovada por Israel, inclui “todos os alimentos, brinquedos, artigos de escritório, utensílios para cozinha, colchões e toalhas” afirma Raed Fattouh, coordenador palestino de suprimentos para a região.

Na semana passada, Israel já havia começado a afrouxar o cerco a Gaza e anunciou que permitiria a entrada de refrescos, sucos, frutas em conserva, bolachas, aperitivos e batatas fritas, medida que os palestinos consideraram insuficiente.

Israel mantém o bloqueio a Gaza desde 2007 logo após a votação que elegeu o grupo islâmico Hamas para governar a região, antes administrada pela ANP (Autoridade Nacional Palestina).

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Para Hamas, flexibilização do bloqueio é propaganda midiática de Israel

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