Papa critica restrições a ensino religioso na América Latina
Papa critica restrições a ensino religioso na América Latina
O Papa Bento XVI criticou medidas que proíbem ou restringem o ensino religioso na América Latina e afirmou que o ensino público prejudica a atividade de instituições educacionais religiosas.
Em declarações feitas durante a reunião de início de ano do corpo diplomático da Santa Sé, o pontífice disse estar preocupado com políticas de alguns governos que estariam criando dificuldades para a atuação das comunidades religiosas na América Latina.
“A educação das jovens gerações é ameaçada ou impedida por projetos que ameaçam criar uma espécie de monopólio estatal escolar, como pode ser visto, por exemplo, em alguns países latino-americanos “, declarou Bento XVI.
Leia mais:
Papa Bento XVI lamenta atentado contra igreja no Egito
Papa defende respeito aos gays, mas condena união entre pessoas do mesmo sexo
Vaticano minimiza declarações de Bento XVI sobre camisinha
Bento XVI aceita uso de camisinha para reduzir risco de AIDS
Bolívia e Venezuela aprovaram leis que restringiram o ensino religioso nas escolas. A Igreja Católica exerceu uma pressão contrária à aprovação dessas medidas.
Já o Brasil aprovou, em 2009, uma lei que classifica a educação religiosa como disciplina facultativa, deixando a cargo de cada Estado a opção de colocá-la ou no currículo das escolas, além de definir o conteúdo ensinado nessas aulas.
Para Bento XVI, reconhecer a liberdade religiosa significa, também, deixar que as “comunidades ligadas às igrejas possam trabalhar livremente na sociedade, com iniciativas nas áreas social, de beneficência ou de educação”, disse.
O papa criticou o ensino secular em alguns países da Europa que, para ele, são uma ameaça a “ liberdade religiosa das famílias”. “Tem sido imposta a participação dos alunos em aulas de educação sexual que refletem uma antropologia contrária à fé e à razão”.
Siga o Opera Mundi no Twitter
Conheça nossa página no Facebook
NULL
NULL
NULL























