Panamá mantém pedido de extradição de Noriega apesar de condenação na França
Panamá mantém pedido de extradição de Noriega apesar de condenação na França
O governo do Panamá anunciou nesta quarta-feira (7/7) que vai manter o pedido de extradição do ex-general Manuel Antonio Noriega mesmo depois de sua condenação pelas autoridades francesas a sete anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro vindo do tráfico de drogas.
“O governo mantém sua posição de que o cidadão panamenho Manuel Antonio Noriega deve cumprir as sentenças ditadas pelas autoridades judiciais panamenhas e enfrentar os processos pendentes no Panamá”, disse a Chancelaria panamenha por meio de um comunicado de imprensa.
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Segundo o documento, o Ministério das Relações Exteriores panamenho está à espera do relatório oficial da decisão judicial, preparado pela missão diplomática e pelos advogados que representaram o estado panamenho na reivindicação individual, “para determinar as ações a seguir”.
Além da condenação a sete anos de prisão na França, Noriega deverá pagar uma indenização de um milhão de euros ao governo panamenho por danos morais.O ex-general também terá que pagar 2,3 milhões de euros à alfândega francesa pelo mesmo motivo e outros dez mil euros por despesas legais.
O Panamá reivindicava 27 milhões de euros (equivalente a 33,2 milhões de dólares) como reparação pelos danos morais e materiais ao país causados pela lavagem de dinheiro.
O advogado de defesa de Noriega no Panamá, Julio Berríos, disse à agência de notícias espanhola Efe que a condenação ditada pela Justiça francesa “é um desenlace lógico pelas pressões dos Estados Unidos para manter o ex-general Noriega afastado de seu país”.
Segundo o advogado, a França só tinha interesse no aspecto econômico, porque “dois milhões de euros para o Estado francês é uma sentença desproporcional” em comparação com a condenação imposta ao seu cliente.
“Todo este mecanismo de extradição por parte da França dificilmente terminaria com uma sentença de absolvição”, acrescentou.
Para Barríos, a decisão do governo panamenho de manter sua exigência de extraditar Noriega tem base no tratado de extradição assinado entre Panamá e EUA em 1904, uma vez que o ex-general cumpriu sua pena nesse país.
No começo de junho, o Panamá solicitou a extradição de Noriega à França, entre outras coisas, pela sentença contra o ex-general pela morte e decapitação do opositor Hugo Spadafora e outras causas que, no total, somam mais de 60 anos de prisão.
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