Palestinos rejeitam oferta de Israel de congelar assentamentos em troca de reconhecimento do Estado judeu
Palestinos rejeitam oferta de Israel de congelar assentamentos em troca de reconhecimento do Estado judeu
Autoridades palestinas rejeitaram proposta feita pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu hoje (11/10), que se disse disposto a interromper parcialmente as construções nas colônias judaicas da Cisjordânia caso a direção palestina reconheça o Estado de Israel.
“A oferta é inaceitável. As colônias judaicas são ilegais segundo o direito internacional e o reconhecimento de Israel como Estado judeu anularia o direito ao retorno de milhões de palestinos que permanecem em condição de refugiados nos países vizinhos”, afirmou o porta-voz do departamento de Negociações da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Xavier Abu Eid.
O porta-voz palestino também ressaltou que Israel não exigiu o reconhecimento do Estado judeu quando regularizou suas relações diplomáticas com o Egito e Jordânia, os únicos Estados árabes que reconhecem formalmente sua existência.
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Netanyahu anunciou a oferta três dias depois que líderes árabes e palestinos deram aos Estados Unidos o prazo de um mês para persuadir Israel a renovar uma moratória que, durante dez meses, impediu a construção de casas nos assentamentos, mas expirou em 26 de setembro. O premier de Israel reluta em prorrogar o congelamento.
“Se a liderança palestina disser inequivocamente para seu povo que reconhece Israel como a pátria do povo judeu, estarei pronto para convocar meu governo e pedir uma nova suspensão (das obras)”, disse Netanyahu ao Parlamento.
Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que a retomada do processo de paz mediado pelos EUA requer o congelamento das construções. Eles se restringiu a dizer que “a questão da judaicidade do Estado não tem nada a ver com o assunto”.
Condições
Os palestinos se negam a aceitar Israel como um estado judeu, e alegam que isto discriminaria a maioria árabe do país e violaria os direitos de milhões de refugiados palestinos espalhados pelo mundo. Em troca, sustentam que é suficiente reconhecer que Israel tem o direito de existir.
O delegado palestino encarregado das negociações como Israel, Saeb Erekat, disse que Netanyahu não está levando a sério a situação. “Não vejo nenhuma relação entre suas obrigações de acordo com a lei internacional e sua intenção por definir a natureza de Israel”, disse. “Espero que parem com os jogos e comecem o processo de paz ao frear os assentamentos”.
Cerca de 300 mil colonos judeus vivem na Cisjordânia, além de 200 mil israelenses que vivem em bairros vizinhos de Jerusalém oriental. Os palestinos reclamam ambas para seu futuro estado independente.
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