Domingo, 5 de abril de 2026
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A última sexta-feira do mês sagrado Ramadã é marcada no calendário iraniano como o “Dia de Al Quds” (Jerusalém), data em que ocorrem tradicionalmente, há 30 anos, manifestações em apoio aos palestinos e contra Israel.

Neste ano, países de maioria islâmica comemoraram a data com manifestações, a exemplo do Bahrein, onde centenas de pessoas se reuniram na capital Manama, do Líbano, onde houve mobilização na capital em Beirute, e do Irã, onde o ato acabou se transformando num protesto contra o governo.

O “Dia de Al Quds” é considerado mais um evento político que uma data religiosa islâmica. A comemoração nasceu no Irã, depois da Revolução Islâmica de 1979, por sugestão do aiatolá Khomeini, então líder supremo do país. A partir daí, todos os anos, na última sexta-feira do mês do Ramadã, muçulmanos de todo o mundo são convocados para proclamar solidariedade à população palestina.

Neste ano, oposicionistas ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, aproveitaram a celebração para protestar contra o governo, por causa das denúncias de fraudes nas eleições de junho.

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Mazen Mahdi/EFE



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