Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O negociador-chefe da OLP (Organização para Libertação da Palestina), Saeb Erekat, afirmou nesta segunda-feira (23/8) que o diálogo de paz com Israel sem mediações não pode começar “do zero” e ressaltou que as negociações dependerão do suspensão da construção de assentamentos judaicos em território palestino.

“As negociações anteriores percorreram um longo caminho e chegamos a um ponto avançado nelas. Portanto, voltar atrás e recomeçar do zero não é possível”, disse Erekat em entrevista coletiva em Ramalá, garantindo que os palestinos “não aceitarão ditames por parte dos israelenses”.

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O negociador falou sobre a reunião de 2 de setembro, que marcará a retomada do processo de paz no Oriente Médio – sem o Hamas, facção que governa a Faixa de Gaza. Ele vai a Washington com o presidente Mahmoud Abbas na semana que vempara participar da reunião convocada pela Casa Branca.

Israelenses e palestinos tentaram chegar a um acordo de paz entre 1993 e 2000 no fracassado Processo de Oslo; em 2001 em Taba (Egito); e entre fins de 2007 e fins de 2008 no chamado Processo de Anápolis.

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Avanços

As partes ressaltaram que, nesta última fase, conseguiram avanços em várias das questões cruciais do conflito, sobretudo a fronteiriça, na qual, em princípio, foi definida uma troca para que os três grandes conjuntos de assentamentos fossem anexados por Israel, em troca de terrenos equivalentes em outros lugares.

No entanto, desde que assumiu o poder em março de 2009, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ressalta que as concessões feitas por seu antecessor, Ehud Olmert, não são relevantes. Para o atual premiê, essas conversas se basearam na fórmula de que “nada está estipulado até que tudo esteja”.

Na prática, as negociações nunca recomeçaram do zero, mas os avanços foram sendo acumulados em maior ou menor medida.

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Assim como Abbas fez no domingo, Erekat também ressaltou que o futuro das negociações com Israel depende que Netanyahu “não retome as construções” de assentamentos judaicos em nenhum lugar dos territórios palestinos, ocupado desde 1967.

“Israel deve escolher entre o projeto colonizador e a paz (…) entre a continuação da ocupação e a continuação do conflito árabe-israelense (…) porque não é possível combinar assentamentos e paz”, declarou Erekat.

Segundo o negociador, o Brasil é um dos países que podem contribuir para a solução do conflito e, portanto, deveria ser convidado para as negociações.



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Palestinos querem que diálogo com Israel leve em conta negociações prévias

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