Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Cerca de 3 mil palestinos protestaram neste domingo (20) na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, em razão do veto dos Estados Unidos na sexta-feira à uma resolução no Conselho de Segurança da ONU contra a colonização israelense nos territórios reivindicados pela ANP (Autoridade Nacional Palestina).

“Os EUA são parciais”, “Não podemos negociar com os EUA” e “A ANP (Autoridade Nacional Palestina) não deve continuar as negociações” foram alguns dos slogans de cartazes carregados pelos manifestantes, concentrados em uma praça central.

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O protesto foi organizado pelo movimento Fatah, liderado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Neste domingo, o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, criticou o veto americano durante visita em um povoado ao norte da Cisjordânia.

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Na sexta-feira, Washington freou uma resolução, apoiada por 130 países, que condenava a contínua ampliação israelense dos assentamentos e que obteve o “sim” dos outros 14 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Na véspera, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, garantiu que a solidão dos EUA em sua rejeição à proposta representa uma “vitória” da diplomacia, mas ressaltou que não pretende “boicotar” a administração de Barack Obama, mediadora nas negociações de paz entre israelenses e palestinos, que se encontram paralisadas.

Washington tentou – incluindo duas ligações de Obama ao presidente Abbas – que os palestinos retirassem a proposta de resolução para evitarem o isolado no veto a uma medida com amplo apoio.

Por sua vez, o movimento islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, garantiu que o veto “revela a realidade do claro apoio dos EUA” às ações de Israel contra o povo palestino.

Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou nesta manhã sua satisfação pelo apoio americano e ressaltou seu compromisso com o diálogo de paz com os palestinos, estagnado desde setembro.

“Israel agradece profundamente esta decisão e seguimos comprometidos em avançar a paz tanto com nossos vizinhos na região com os palestinos”, assinalou ao início do conselho semanal de ministros.

De acordo com Netanyahu, “a decisão americana deixa claro que a única via para paz é a da negociação direta e não as ações nos organismos internacionais, que estão desenhadas para evitar as negociações diretas”.

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Palestinos protestam contra veto dos EUA no Conselho de Segurança

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