Segunda-feira, 6 de abril de 2026
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Centenas de pessoas protestaram hoje (5) em Ramalá, Cisjordânia, frente à decisão da ANP (Autoridade Nacional Palestina) de não apoiar uma votação imediata junto ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas de um informe que critica Israel pela ofensiva na Faixa de Gaza em dezembro de 2008 e janeiro de 2009. O voto imediato repassaria o documento para a Assembleia Geral para que novas ações fossem tomadas. Durante a ação, morreram 1,4 mil palestinos e do lado israelense, três civis e dez soldados.

Grupos de direitos humanos, o Hamas e outras representações palestinas afirmam que a pressão dos Estados Unidos e de Israel – ambos condenaram o informe – influenciou a decisão da delegação palestina, que negou a acusação.

Os manifestantes se reuniram em torno da praça Al Manara, centro de Ramalá, e forma liderados pelo partido de Mustafá Barguti, “Iniciativa Palestina”. Além dos membros da organização, marcharam representantes da esquerda intelectual e política palestina.

Slogans condenando o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, foram entoados. Entre os gritos mais escutados estavam “O sangue dos mártires não é inútil”, “Você esmagou a revolução” e “Por que sucumbiste à pressão dos Estados Unidos e Israel?”.

Um dos manifestantes, Mohamed Akbar, que carregava um cartaz com os dizeres “Gaza está em minha mente. Não matem os filhos de Gaza”, disse à Efe que “em janeiro Israel matou 1,4 mil pessoas e hoje a Autoridade Palestina as matou novamente”.

“Exigimos que Abu Mazen (como Abbas também é chamado) se demita. Precisamos de eleições, de uma nova liderança palestina. As mentiras da ANP devem acabar”, acrescentou.

Esperava-se que o Conselho de Direitos Humanos, integrado por 47 países, aprovasse a resolução semana passada, o que teria deixado os oficiais israelenses mais perto de um processo no Tribunal Penal Internacional em Haia. Mas o conselho decidiu adiar a decisão até março.

Palestinos protestam contra decisão da ANP de adiar votação de informe

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