Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Um grupo de palestinos invadiu nesta segunda-feira o escritório da rede de televisão árabe Al Jazeera na cidade de Ramala, na Cisjordânia, em protesto ao vazamento de documentos secretos sobre as concessões propostas pela OLP (Organização para a Libertação da Palestina) a Israel durante a negociação de paz entre as duas partes.

A própria Al Jazeera, com sede central no Catar, divulgou imagens de uma multidão enfurecida que se amontoava perante as portas do escritório e de choques entre os invasores e os funcionários da emissora de televisão.

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Em sua conta no microblog Twitter, o correspondente da emissora Alan Fisher escreveu que ninguém ficou ferido antes de a polícia palestina chegar ao local.

A rede de televisão cifrou em aproximadamente 50 o número de manifestantes, que pouco antes tinham se concentrado no centro de Ramala, e alguns poucos os que se dirigiram às portas da sede da TV na considerada capital administrativa da Cisjordânia.

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A Prefeitura de Ramala pediu às pessoas que não se concentrem nas imediações do edifício que abriga o escritório da rede de televisão, informa a imprensa local.

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Vazamento



O incidente ocorre depois de a cadeia revelar documentos da ANP (Autoridade Nacional Palestina) e do Departamento de Negociações da OLP, com ofertas generosas a Israel em questões fundamentais do conflito do Oriente Médio, como refugiados, Jerusalém e status dos lugares santos.

O chefe negociador palestino, Saeb Erekat, declarou à emissora de rádio Voz da Palestina que os documentos, que divulgam concessões “sem precedentes” da OLP, “não são fiéis à realidade”, e não comentou a veracidade das afirmações dos documentos.

Por sua vez, Yasser Abed Rabbo, membro do Comitê Executivo da OLP e assessor do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, qualificou o vazamento de “campanha organizada para distorcer a posição da liderança palestina com relação à paz com Israel”. Rabbo opinou em entrevista coletiva que a Al Jazeera incita à discórdia na região e censura.

O governo dos Estados Unidos está estudando a “veracidade” dos documentos revelados, indicou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley.



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Palestinos invadem escritório da Al Jazeera na Cisjordânia

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