Sexta-feira, 24 de abril de 2026
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No mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu a visita a Israel, centenas de palestinos se enfrentaram com a polícia israelense em Jerusalém Oriental em protesto contra a construção de novos assentamentos judeus e a reabertura de uma sinagoga no território disputado. Os manifestantes queimaram pneus e lançaram pedras, enquanto os policiais responderam com bombas de efeito moral. De acordo com a rede CNN, ao menos 81 palestinos ficaram feridos e 49 foram presos.

Atef Safadi/Efe



A revolta de hoje foi denominada como o “Dia da Ira” pelos palestinos

Israel anunciou na semana passada que construirá 1,6 mil novas casas em Jerusalém Oriental, uma medida que provocou uma crise com os Estados Unidos, histórico aliado de Israel, e com os palestinos. Após se desculpar por ter anunciado o novo empreendimento durante a visita do vice-presidente dos EUA Joe Biden, o primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu confirmou ontem (15) o projeto.

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A violência entre palestinos e policiais aconteceu em diversas áreas de Jerusalém, como Qalandia, o acampamento de refugiados de Shu'fat, Wadi al-Jouz, al-Eisaweyah, Silwan, Ras al-Amoud e nas proximidades da mesquita de al-Aqsa. A polícia israelense afirmou que usou um efetivo de três mil policiais para controlar a situação. 



Família passa ao lado de policiais armados em Kalandia, na divisa da Cisjordânia com Jerusalém

“A polícia quer controlar a situação usando pouca força, mas eles estão uniformizados para uma guerra”, disse a correspondente da rede Al-Jazeera em Jerusalém. Ainda segundo ela, o grupo de manifestantes palestinos era formado por no máximo 40 pessoas. “Parece um montante de alguns poucos contra uma grande quantidade de guardas.”

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Palestinos e policiais israelenses entram em confronto em Jerusalém Oriental

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