Palestinos e polícia israelense se enfrentam em Jerusalém
Palestinos e polícia israelense se enfrentam em Jerusalém
Em um final de semana de violência, policiais israelenses atacaram com bombas de gás lacrimogêneo manifestantes palestinos na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, que revidaram com pedras e coquetéis molotov. Dez policiais, oito palestinos e uma jornalista australiana ficaram feridos nos enfrentamentos.
Yossi Zamir/EFE (25/10/2009)

Assustadas, crianças palestinas passam em frente a policiais israelenses em Jerusalém
Desde o fim de setembro a situação é explosiva na área e em alguns bairros árabes de Jerusalém, onde quase diariamente são registrados confrontos.
O porta-voz da Polícia israelense, Miki Rosenfeld, confirmou a detenção de 21 manifestantes, entre eles Hatem Abdel Qadeer, assessor presidencial palestino para Assuntos de Jerusalém, e Ali Abu Sheija, líder da facção norte do Movimento Islâmico de Israel.
Desenrolar
No sábado (24), a polícia de Jerusalém anunciou que iria reforçar a segurança na Esplanada das Mesquitas, depois que líderes muçulmanos encorajaram palestinos a defenderem Jerusalém da “conquista judaica”.
Ontem, (25), mais de 100 jovens se refugiaram em uma mesquita da esplanada, segundo a polícia, que exigiu a saída dos ocupantes. No começo do dia, um grupo de palestinos lançou pedras e coquetéis molotov contra os agentes israelenses, desdobrados nos arredores em maior número do que o habitual por ocasião de um estado de alerta decretado pelas autoridades israelenses, disse o porta-voz da Polícia, Micky Rosenfeld.
A polícia alega esses distúrbios motivaram a entrada na Esplanada, que abriga a Mesquita de Al Aqsa, terceiro lugar mais sagrado do Islã (depois de Meca e Medina), e onde se originou a Segunda Intifada, em 2000, após uma visita do ex-premiê Ariel Sharon. Ao entrar na área os agentes encontraram óleo derramado no solo, aparentemente com o objetivo de fazer-lhes deslizar, disse o porta-voz.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, afirmou que Israel deve parar com os “atos de provocação”. “Jerusalém é uma linha vermelha que não deve ser ultrapassada. Pedimos à comunidade internacional que pressione o governo israelense para acabar com os atos que incendeiam a região”, afirmou o porta-voz do governo palestino, Nabil Abu Rudeina.
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