Terça-feira, 5 de maio de 2026
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Uma operação israelense em grande escala no campo de Jenin, no norte da Cisjordânia, está a ponto de acabar, de acordo com o governo de Israel. A ação lançada na noite de domingo (02/07) é a mais importante na região em vários anos e mobiliza centenas de soldados ainda nesta terça-feira (04/07). O Exército israelense informou ter “destruído” um poço subterrâneo usado para armazenar explosivos e localizado e desmantelado duas salas de operações pertencentes a organizações terroristas na área.

Esta operação “em breve terá cumprido os seus objetivos”, disse nesta manhã Tzachi Hanebi, conselheiro de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, na rádio Kan.

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O Exército israelense confirmou as mortes de nove palestinos, todos combatentes, segundo o Estado de Israel. Ao todo, 120 suspeitos foram detidos, de acordo com a mesma fonte.

Já um novo relatório do Ministério da Saúde palestino informa que dez pessoas foram mortas e 100 ficaram feridas, 20 das quais em estado grave. O Ministério das Relações Exteriores da Palestina denunciou uma guerra aberta contra a população de Jenin.

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Três crianças foram mortas, conforme um balanço do escritório de Assuntos Humanitários da ONU. Cerca de 3.000 pessoas tiveram de fugir de suas casas. Os Estados Unidos e as Nações Unidas expressaram sua preocupação com a situação humanitária na região.

Autoridade Palestina denunciou um 'crime de guerra' e anunciou a suspensão do contato com Israel; 10 pessoas morreram e 100 ficaram feridas na operação

Israel Defense Forces/ Flickr

Ação lançada na noite de domingo (02/07) mobiliza centenas de soldados israelenses

A cidade de Jenin e o campo de refugiados adjacente, um reduto de grupos armados palestinos, têm sido repetidamente alvo de operações israelenses. O norte da Cisjordânia ocupada tem visto uma recente onda de ataques contra israelenses, bem como violências em relação a palestinos, por parte de colonos judeus.

Abbas fala em “crimes de guerra”

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, denunciou na segunda-feira (03/07) um “crime de guerra” e anunciou a suspensão do contato com Israel. Uma convocação para uma greve geral foi lançada para esta terça-feira em toda a Cisjordânia.

Centenas de soldados israelenses participam desta operação com uso de veículos blindados e ataques de drones. De acordo com as autoridades israelenses, o objetivo é impedir que grupos armados palestinos, apoiados pelo Irã, possam usar o campo de refugiados da cidade como local para preparação de ataques e fabricação de explosivos.

A Jihad Islâmica, uma das facções palestinas, indicou que quatro de seus combatentes foram mortos durante a operação em andamento na Cisjordânia.