Palestinos abrem brecha em muro israelense na Cisjordânia
Palestinos abrem brecha em muro israelense na Cisjordânia
Para marcar os 20 anos da derrubada do Muro de Berlim, um grupo de jovens palestinos abriu uma brecha no muro construído por Israel entre a Cisjordânia e o território israelense, na localidade de Naalin. Em 2004, a construção foi considerada ilegal pelo Tribunal Internacional de Haia, que exigiu que Israel a desmantelasse. Uma decisão que nunca teve qualquer efeito.
Pavel Wolberg/EFE (06/11/2009)

Os manifestantes utilizaram um macaco hidráulico para afastar a estrutura e tiveram a ajuda de alguns ativistas israelitas. As forças de segurança dispersaram o grupo com bombas de gás lacrimogêneo.
“Em 9 de novembro de 1989, o Muro de Berlim caiu em questão de dias, o que deu esperança em um mundo em que as barreiras não podem separar as pessoas”, afirmou em comunicado o Comitê Popular de Bil’in, organizador do protesto.
“Israel hoje está construindo um muro duas vezes mais alto e cinco vezes mais amplo que o de Berlim na Cisjordânia, deixando de lado o direito internacional, para separar os palestinos de suas terras”, denunciou.
“Não importa o quão alto sejam, todos os muros cairão”, proclamava um cartaz colocado na estrutura por jovens.
Muro
O muro começou a ser erguido no auge da última Intifada, iniciada em 2002, e já se estende ao longo de quase toda a fronteira da Cisjordânia, anexando terras palestinas. Uma pequena parte do muro (cerca de 20%) coincide com a antiga Linha Verde, fronteira definida em 1948; os 80% restantes situam-se em terras palestinas.De acordo com dados de abril de 2006, a extensão total da barreira, definida pelo governo israelense é de 721 km, dos quais 58,04% estão construídos, 8,96% em construção e 33% por construir.
Os dirigentes israelenses pretendiam evitar atentados suicidas e prometeram que a estrutura será demolida uma vez assinado um acordo de paz.
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