Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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Para marcar os 20 anos da derrubada do Muro de Berlim, um grupo de jovens palestinos abriu uma brecha no muro construído por Israel entre a Cisjordânia e o território israelense, na localidade de Naalin. Em 2004, a construção foi considerada ilegal pelo Tribunal Internacional de Haia, que exigiu que Israel a desmantelasse. Uma decisão que nunca teve qualquer efeito.

Pavel Wolberg/EFE (06/11/2009)


Os manifestantes utilizaram um macaco hidráulico para afastar a estrutura e tiveram a ajuda de alguns ativistas israelitas. As forças de segurança dispersaram o grupo com bombas de gás lacrimogêneo.

“Em 9 de novembro de 1989, o Muro de Berlim caiu em questão de dias, o que deu esperança em um mundo em que as barreiras não podem separar as pessoas”, afirmou em comunicado o Comitê Popular de Bil’in, organizador do protesto.

“Israel hoje está construindo um muro duas vezes mais alto e cinco vezes mais amplo que o de Berlim na Cisjordânia, deixando de lado o direito internacional, para separar os palestinos de suas terras”, denunciou.

“Não importa o quão alto sejam, todos os muros cairão”, proclamava um cartaz colocado na estrutura por jovens.

Muro

O muro começou a ser erguido no auge da última Intifada, iniciada em 2002, e já se estende ao longo de quase toda a fronteira da Cisjordânia, anexando terras palestinas. Uma pequena parte do muro (cerca de 20%) coincide com a antiga Linha Verde, fronteira definida em 1948; os 80% restantes situam-se em terras palestinas.De acordo com dados de abril de 2006, a extensão total da barreira, definida pelo governo israelense é de 721 km, dos quais 58,04% estão construídos, 8,96% em construção e 33% por construir.

Os dirigentes israelenses pretendiam evitar atentados suicidas e prometeram que a estrutura será demolida uma vez assinado um acordo de paz.

Palestinos abrem brecha em muro israelense  na Cisjordânia

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