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O ministro da Economia da Palestina, Hassan Abu-Libdeh, disse nesta quarta-feira (15/12), em São Paulo, que espera que as negociações de um tratado de livre comércio entre o Mercosul e o seu país sejam realizadas rapidamente. “Vamos tentar concluí-las o mais rápido possível”, afirmou ele à ANBA, após almoço com empresários na Câmara de Comércio Árabe Brasileira. “Queremos ver se é possível [concluí-las] no curso do próximo ano”, acrescentou.

O ministro está no Brasil para firmar um acordo quadro com o Mercosul, que oficialmente vai dar início às tratativas. A assinatura vai ocorrer nesta quinta-feira, em Foz do Iguaçu, no Paraná, paralelamente à reunião de cúpula do bloco sul-americano, que vai até sexta-feira.

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A ideia do tratado foi lançada em novembro do ano passado, quando o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, visitou o Brasil. O bloco já tem acordos de livre comércio com o Egito e Israel. Frente ao segundo caso, e levando em consideração o longo conflito entre israelenses e palestinos, a busca de negociações também com a Palestina tornou-se muito importante para a diplomacia brasileira.

No almoço, Libdeh afirmou que o acordo “será um passo importante para traduzir as excelentes relações políticas [entre o Brasil e a Palestina] em excelentes relações econômicas”. À ANBA, ele ressaltou que, quando concluído, o tratado vai permitir total abertura no que diz respeito aos investimentos e ao comércio de bens e serviços.

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Outro objetivo da visita, segundo o ministro, era justamente entrar em contato com a Câmara Árabe e empresários brasileiros para apresentar as oportunidades de negócios oferecidas por seu país. “Temos interesse em conquistar parte do mercado brasileiro”, declarou. “E contamos com a ajuda dos senhores para chegar a ele”, ressaltou, no almoço. “Se conseguirmos exportar apenas US$ 200 milhões, o que é pouco perto do que o Brasil importa, haveria grandes oportunidades de empregos para os palestinos”, acrescentou.

O presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, destacou que produtos palestinos como azeite de oliva e artesanato podem ter boa aceitação no Brasil. “Eu conheço esses produtos e sei que são do gosto do brasileiro”, afirmou ele, que esteve na Cisjordânia em novembro de 2009 e em março deste ano.

Libdeh disse que a economia palestina é pequena, com um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de US$ 5,5 bilhões, mas existem oportunidades de investimentos em setores como os de turismo e agricultura, além de outras áreas ainda não exploradas. “Mas não queremos doações beneficentes, queremos que os empresários tenham retorno de seus investimentos”, ressaltou.

Na seara do turismo, Schahin destacou que há espaço para ampliar o fluxo de visitantes brasileiros. “O turismo religioso é um ponto de atração de visitantes muito importante”, declarou ele, lembrando que a região é foco de atração de cristãos, judeus e muçulmanos.

O presidente da Câmara Árabe disse ainda que a entidade vai se empenhar para ampliar as relações econômicas entre o Brasil e a Palestina nos próximos anos. O ministro sugeriu a criação de um conselho empresarial bilateral.

Estado

Em entrevista, Libdeh disse que o reconhecimento da Palestina como estado, primeiro pelo Brasil, há cerca de duas semanas, e depois pela Argentina, é uma mensagem importante para a comunidade internacional de que “é mais do que hora de agir” sobre a questão da ocupação israelense.

“[O anúncio] veio em bom momento e esperamos que ele seja seguido por outros países da América Latina e do mundo, pois aí será difícil para Israel continuar a ignorar a vontade da comunidade internacional”, declarou o ministro. Para ele, a atitude de Brasil e Argentina é boa para o processo de paz na região e reflete o posicionamento ético, moral e político dos dois países.

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Palestina quer negociação rápida para TLC com Mercosul, diz ministro

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