Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Os países da UE(União Europeia) do entorno do Mar Mediterrâneo pediram nesta quarta-feira (23/02) a seus parceiros do bloco a criação de um “fundo especial de solidariedade” para enfrentar crises de imigração como a registrada na Itália.

Em entrevista coletiva em Roma após a reunião de ministros de Espanha, Grécia, França, Itália, Chipre e Malta, o ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, antecipou as solicitações que farão a seus parceiros no Conselho Europeu na quinta-feira em Bruxelas.

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Trata-se da “instituição de um fundo especial de solidariedade para enfrentar a crise humanitária. Um fundo humanitário de solidariedade a cargo de toda Europa que permita a nossos países assumir o primeiro impacto da chegada (de imigrantes ilegais)”, disse Maroni.

O ministro disse ainda que na quinta-feira (24/02) solicitarão a seus parceiros da UE que se crie “um sistema europeu de asilo comum sustentável” para os imigrantes irregulares que chegarem às costas de países da Europa.

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“Na prática, se trataria de um programa específico de colaboração entre países, ou seja, a repartição dos custos da imigração”, acrescentou Maroni, quem nas últimas semanas criticou a “tardia” reação das autoridades da UE diante da chegada de mais de cinco mil imigrantes ilegais à ilha italiana de Lampedusa desde o início do ano.

“Além disso, decidimos criar uma rede, um grupo de trabalho permanente entre nossos países (os seis do Mediterrâneo) para a troca de informação e avaliação do que cada um pode fazer e, se for necessário, para a ajuda recíproca entre nós”, afirmou o ministro italiano.

Maroni convocou esta reunião em Roma com seus colegas de Espanha, França, Grécia, Chipre e Malta para abordar uma posição comum para o encontro de quinta-feira com os outros membros da UE, aos quais eles pedem “solidariedade”.

“Solicitamos que seja posta na agenda política europeia, em particular, a questão do Mediterrâneo, que é muito importante” ressaltou.

Na mesma entrevista coletiva, o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, declarou que sua intenção era a de apoiar a Itália diante da crise humanitária do sul pelo aumento do fluxo de imigrantes e de expressar o apoio da Europa aos povos do norte da África “que lutam por seus direitos humanos”.

“Nestes dias, a crise líbia eclodiu e, pela evolução dos fatos, podemos nos encontrar diante de uma situação de autêntica emergência humanitária”, ressaltou o ministro espanhol.

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Países mediterrâneos da UE pedem criação de fundo para imigração

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