Países mediterrâneos da UE pedem criação de fundo para imigração
Países mediterrâneos da UE pedem criação de fundo para imigração
Os países da UE(União Europeia) do entorno do Mar Mediterrâneo pediram nesta quarta-feira (23/02) a seus parceiros do bloco a criação de um “fundo especial de solidariedade” para enfrentar crises de imigração como a registrada na Itália.
Em entrevista coletiva em Roma após a reunião de ministros de Espanha, Grécia, França, Itália, Chipre e Malta, o ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, antecipou as solicitações que farão a seus parceiros no Conselho Europeu na quinta-feira em Bruxelas.
Trata-se da “instituição de um fundo especial de solidariedade para enfrentar a crise humanitária. Um fundo humanitário de solidariedade a cargo de toda Europa que permita a nossos países assumir o primeiro impacto da chegada (de imigrantes ilegais)”, disse Maroni.
O ministro disse ainda que na quinta-feira (24/02) solicitarão a seus parceiros da UE que se crie “um sistema europeu de asilo comum sustentável” para os imigrantes irregulares que chegarem às costas de países da Europa.
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“Na prática, se trataria de um programa específico de colaboração entre países, ou seja, a repartição dos custos da imigração”, acrescentou Maroni, quem nas últimas semanas criticou a “tardia” reação das autoridades da UE diante da chegada de mais de cinco mil imigrantes ilegais à ilha italiana de Lampedusa desde o início do ano.
“Além disso, decidimos criar uma rede, um grupo de trabalho permanente entre nossos países (os seis do Mediterrâneo) para a troca de informação e avaliação do que cada um pode fazer e, se for necessário, para a ajuda recíproca entre nós”, afirmou o ministro italiano.
Maroni convocou esta reunião em Roma com seus colegas de Espanha, França, Grécia, Chipre e Malta para abordar uma posição comum para o encontro de quinta-feira com os outros membros da UE, aos quais eles pedem “solidariedade”.
“Solicitamos que seja posta na agenda política europeia, em particular, a questão do Mediterrâneo, que é muito importante” ressaltou.
Na mesma entrevista coletiva, o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, declarou que sua intenção era a de apoiar a Itália diante da crise humanitária do sul pelo aumento do fluxo de imigrantes e de expressar o apoio da Europa aos povos do norte da África “que lutam por seus direitos humanos”.
“Nestes dias, a crise líbia eclodiu e, pela evolução dos fatos, podemos nos encontrar diante de uma situação de autêntica emergência humanitária”, ressaltou o ministro espanhol.
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