Oxfam alerta para uma "catástrofe de saúde pública" no Paquistão
Oxfam alerta para uma "catástrofe de saúde pública" no Paquistão
A ONG Oxfam alertou hoje (10/9) que pode ocorrer uma “catástrofe de saúde pública” no Paquistão devido às inundações que assolam o país. Casos de diarréias e outras doenças continuam aumentando no país.
Nas últimas duas semanas e meia, a ONG britânica acredita que tenha triplicado o número de casos de diarréia aguda, doenças cutâneas, infecções respiratórias e malária. “As doenças cutâneas passaram de 260 mil casos para 860 mil, os registros de diarreia aguda aumentaram de 200 mil casos para 610 mil, e as ocorrências de infecções respiratórias agudas foram de 200 mil para 670 mil”, detalhou a Oxfam.
Efe

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Nesse mesmo período, a chegada da ajuda solicitada pela ONU (Organização das Nações Unidas) aumentou só 10%, apesar de o pedido por ajuda internacional ter sido feito quando as inundações começaram e, segundo a Oxfam, “não refletir as necessidades atuais”.
A ONU recebeu até o momento cerca de 67% dos 460 milhões de dólares solicitados à comunidade internacional. A organização vai revisar no dia 17 de setembro o plano de assistência aos desabrigados, além de realizar uma nova chamada de ajuda.
De acordo com a Oxfam, desde a primeira solicitação da ONU o número de pessoas afetadas passou de 14 milhões para 21 milhões, fora outras 10 milhões que precisaram se deslocar. “Na última semana, o número estimado de desabrigados aumentou em três milhões. No entanto, os níveis de doações seguem sendo os mesmos”, denunciou no comunicado o diretor da Oxfam no Paquistão, Neva Khan.
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“É uma vergonha – acrescentou Khan – que estas necessidades básicas (água potável, saneamento e provisões médicas) tenham obtido níveis tão miseráveis de doações”.
Segundo a ONG, as duas verbas mais importantes para a prevenção e o tratamento de doenças são as de pior cobertura: só foi recebido 30% do dinheiro necessário para a água e 57% para outros elementos de necessidade básica.
Entre as contribuições canalizadas pela ONU e doações recebidas por ONGs e autoridades nacionais, o Paquistão obteve até agora 1,234 bilhão de dólares, entre colaborações em dinheiro e bens de capital.
As piores inundações da história do país deixaram pelo menos 1.752 mortos desde o fim de julho, além de terem alagado 20% do território.
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