Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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O presidente eleito da Costa do Marfim, Alassane Quattara, pediu a Londres ajuda militar para expulsar do poder seu rival, Laurent Gbagbo, que segue considerando-se vencedor das eleições de dezembro.

Em declarações ao jornal The Times no hotel onde vive com sua família e estabeleceu a sede de um governo paralelo sob a proteção militar da ONU, Ouattara afirma que vários países, entre eles Reino Unido, França e os Estados Unidos, prometeram apoio “logístico” para seus planos de tirar Gbagbo do poder.

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A União Europeia, a União Africana e os Estados Unidos reconheceram Ouattara como vencedor legítimo das eleições, e este acusa seu rival de estar tirando fundos do banco central regional dos países africanos ocidentais em desafio às sanções da ONU.

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A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, na sigla em inglês) ameaçou recorrer à força se Gbagbo não renunciar voluntariamente, mas nenhum dos países tem as forças especiais necessárias para cumprir sua ameaça, dizem os analistas.

Perguntado se a Ecowas dispõe dessa capacidade, Ouattara responde: “os Estados Unidos, Europa e o Reino Unido deram garantias a Ecowas que darão o apoio logístico para realizar a operação. Necessitariam esse tipo de apoio do Reino Unido e outros”.

Um porta-voz do Ministério de Exteriores britânico declarou ao jornal que Londres está disposto a dar apoio a uma força desse tipo, embora seria “bom que contasse com um mandato do Conselho de Segurança da ONU”.

O primeiro-ministro do Governo de Ouattara está em visita a Togo e Burkina Fasso na busca de ajuda enquanto seu embaixador diante da ONU tentará obter o apoio do Conselho de Segurança a um eventual ataque.

Conforme um diplomata ocidental, “o trabalho duro será feito essencialmente pelas tropas africanas no terreno”, mas os países da UE, Reino Unido “apóiam ativamente” potenciais ações militares por parte da Ecowas.

Ouattara não acredita ser possível que Gbagbo, que segue controlando o Exército, mantenha virtualmente prisioneiro nesse hotel até que o mundo se esqueça dele, como tentaram fazer sem sucesso os generais birmaneses com a política opositora Aung Sang Suu Kyi.

“Tenho embaixadores reconhecidos (diplomaticamente) em Londres, Washington, Paris e na ONU e muito em breve os terei também nos países africanos vizinhos”, diz Ouattara, segundo o qual não se deve descartar a possibilidade de que o Exército termine derrubando seu rival.

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Ouattara, presidente eleito da Costa do Marfim, pede ajuda militar a Londres

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