Terça-feira, 19 de maio de 2026
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Testemunha dos 18 dias de conflitos que levaram à queda do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, o professor do departamento de línguas orientais da Universidade de São Paulo Mamede Mustafá Jarouche relatou ao Opera Mundi a alegria e euforia que presenciou nas ruas do Cairo, capital do País.

“A euforia é imensa. É algo que eu nunca vi na vida. Foi muito bonito ver as pessoas se abraçando. Vi muitas pessoas chorando pelo que estava acontecendo, mas o sentimento era de alegria intensa”, afirmou o brasileiro.

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Euforia, banho de sangue e caos no Egito

Jarouche chamou a atenção para o fato de ter visto muitos jovens nas ruas. “Os jovens foram os líderes de uma revolução que contou com diversos setores da sociedade. Eles simplesmente querem uma democracia. Querem uma alternância de poder. Parece muito simples para nós, mas isso foi algo extremamente importante conquistado por eles aqui no Egito”, relatou.

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O professor espera agora que o resultado dos conflitos do Egito possa influenciar outros países que passam por situação semelhante. “Isso vai contagiar muitos países e eu espero realmente que isso aconteça. Espero que essa onda varra as tiranias do mundo árabe”, completou Jarouche.

Jarouche está no Egito desde o dia 22 de janeiro fazendo trabalhos de pesquisa para a FATESP (Faculdade Teológica de São Paulo). O brasileiro presenciou os conflitos desde o primeiro dia e deverá voltar ao Brasil em 13 de março.

“Foi algo impressionante. Logo que cheguei, passaram-se dois ou três dias, e os protestos começaram. Eu caminhava pelas ruas em direção à Praça Tahrir quando o presidente renunciou. Foi uma verdadeira festa. Algo muito emocionante. Dá vontade até de ficar mais por aqui para acompanhar os próximos passos desse processo”, concluiu, empolgado, Jarouche.

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"Os jovens foram os líderes dessa revolução", afirma professor brasileiro que está no Egito

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