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Julian Assange está preso pelo “crime” de revelar “segredos das máquinas de guerra das grandes potências, em particular do império norte-americano e aliados próximos”, afirma manifesto de organizações brasileiras de jornalistas, professores, estudantes e pesquisadores em jornalismo. Assina também o documento a Assembleia Internacional dos Povos. O texto foi publicado nesta terça-feira (03/05), e marca o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Responsável por publicar informações inéditas sobre a invasão dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque, Assange está detido na prisão de segurança máxima de Belmarsh, em Londres, na Inglaterra. Em 2019, o governo de Donald Trump, então presidente dos EUA, pediu sua extradição em um processo que continua com o democrata Joe Biden na Casa Branca.

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Com base em uma lei contra a espionagem da Primeira Guerra Mundial, Assange pode ser condenado a mais de um século de prisão se for extraditado para os EUA. Em 20 de abril, o Tribunal de Magistrados de Westminster autorizou a extradição do jornalista e agora sua defesa tem até o dia 18 de maio para apelar. Se o caso prosseguir, a extradição será decidida pela ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o presidente da Associação Profissão Jornalista (APJor), Fred Ghedini, afirma que Assange é um “preso político” no Reino Unido por pedido do governo dos Estados Unidos. Ghedini também afirma que os veículos de comunicação do Brasil que divulgaram as informações obtidas por Assange e o WikiLeaks estão sendo omissos na divulgação da perseguição contra o jornalista.

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“Não podemos deixar que Assange, que cumpriu seu papel como jornalista, seja culpado por cumprir esse papel. E o que os grandes jornais, as TVs e emissoras de rádio estão fazendo nesse momento é se omitir nesse momento. Ao se omitirem, eles favorecem a condenação do Assange. Isso que é preciso deixar claro, é uma atitude criminosa”, avalia o presidente da APJor.

“Assange é perseguido – e pode perder a vida – porque ousou dizer a verdade. Não falsificou os fatos, não omitiu, não distorceu, não mentiu nem enganou. Apenas cumpriu o dever de apurar a dura realidade deste nosso século XXI. Também não lhe faltou coragem para reportar o que descobriu”, diz o texto.

Prisão e possível extradição do fundador do WikiLeaks é um 'passo na criação de um estado de exceção em escala mundial', afirma manifesto

Wikimedia Commons

Assange está detido na prisão de segurança máxima de Belmarsh, em Londres, na Inglaterra

Confira a íntegra do manifesto

Prisão e ameaça de extradição de Assange são agressões à liberdade de imprensa em todo o mundo

Neste 3 de maio de 2022, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, jornalistas de todo o mundo cumprem o dever de prestar homenagem a Julian Assange.

Por sua luta,  determinação e exemplo, Assange contribuiu de modo decisivo para o avanço do conhecimento e da proteção do direito à informação em todo o planeta.

Recolhido num presídio de segurança máxima na Inglaterra e ameaçado de extradição para os Estados Unidos – onde poderá  ser condenado à prisão perpétua e sentenciado à pena de morte –, seu “crime” é bem conhecido. Revelou segredos das máquinas de guerra das grandes potências, em particular do império estadunidense e aliados próximos.

Denunciou mentiras, desmascarou falsos heróis, desvendou tratativas escusas entre governos. Comprovou denúncias de execução e tortura de prisioneiros e de jornalistas.

Num exemplo de rigor profissional, suas revelações sempre foram acompanhadas por farta documentação e por fotos e vídeos cuja veracidade jamais foi contestada.

Este é o drama com a liberdade de informação neste 3 de maio de 2022. Assange é perseguido – e pode perder a vida – porque ousou dizer a verdade. Não falsificou os fatos, não omitiu, não distorceu, não mentiu nem enganou. Apenas cumpriu o dever de apurar a dura realidade deste nosso  século XXI. Também não lhe faltou coragem para reportar o que descobriu.

Pelas responsabilidades que assumiu, pelos riscos que enfrentou, a permanência de Assange na prisão representará um passo na criação de um estado de exceção em escala mundial, compatível com uma nova desordem internacional já à vista no horizonte, que ameaça a liberdade de homens e mulheres e a autodeterminação dos povos.

Em nome de seu direito à liberdade – e também pela preservação de conquistas que interessam a toda a humanidade – só há uma medida correta a tomar: libertar Julian Assange já.

Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo – ABEJ

Associação Brasileira de Imprensa – ABI

Associação Brasileira de Mídia Digital – ABMD

Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJOR

Associação Profissão Jornalista – APJor

Centro Acadêmico Benedito Paixão – Jornalismo – PUC-SP

Centro Acadêmico Vladimir Herzog – Jornalismo – Cásper Líbero

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

Instituto Vladimir Herzog – IVH

Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental – RBJA

Rede de Jornalistas pela Diversidade na Comunicação (Jornalistas Pretos)

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais – SJMG

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná – Sindijor –Paraná

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná – Sindijor –

Paraná

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo – SJSP

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio de Janeiro – SJPERJ

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia – SinjorBA

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Município do Rio de Janeiro – SJPMRJ

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Dourados

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Pará

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Roraima

Sindicato de dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina