Sexta-feira, 24 de abril de 2026
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O chileno José Miguel Insulza foi reeleito secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos). Candidato único na eleição realizada hoje (24) na sede da entidade, em Washington, Insulza venceu por aclamação.

“Recebo essa decisão com muita humildade, mas também com muita alegria”, declarou o político, que iniciou sua gestão na OEA em maio de 2005. O novo mandado começa a partir de 26 de maio e deve durar até 2015. No discurso, Insulza declarou que um de seus principais objetivos é “defender a democracia representativa” na América Latina.

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A eleição não foi surpresa no cenário internacional, já que o chileno contava com apoio declarado da ampla maioria. Momentos antes da reunião, até mesmo países como a Venezuela, o Equador e o Peru, que se inclinavam a não o respaldarem na votação apoiaram o político.

Críticas

Mesmo assim, Insulza e OEA não escaparam das críticas. O embaixador da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, disse que a organização corre o perigo de ficar na “irrelevância” por não escutar os pedidos de países com ideias distintas.

Insulza rebateu argumentando que a junção de ideias é o que fortalece a entidade. “Uma organização hemisférica tem sentido de existir não apenas pela casualidade de estamos todos juntos em um mesmo hemisfério, mas também por compartirmos um conjunto de valores e ideias, que tratamos de colocar em prática”, disse.

Honduras

O chileno ainda fez questão de lembrar o golpe ocorrido em Honduras para prometer mais eficácia nas crises políticas e flexibilidade para a organização.

Após o golpe que destituiu Manuel Zelaya em junho de 2009, José Miguel Insulza deu um ultimato de 72 horas para que Roberto Micheletti deixasse o poder. Com a negação da exigência, a OEA suspendeu Honduras da organização e emperrou negociações com o país, o que fez Micheletti acusar a OEA de “interferência em assuntos internos”.

Após meses de impasses, a tentativa de diálogo multilateral defendida pela OEA fracassou: Zelaya não voltou ao poder e a organização americana reconheceu o governo do presidente eleito, Porfírio Lobo.

Cuba

Outra polêmica surgida durante o mandato de Insulza foi a readmissão de Cuba à OEA. A decisão foi considerada “histórica”, mas desagradou os Estados Unidos, principal responsável pela expulsão da ilha em 1962.

O governo cubano se recusou a voltar à condição de membro da OEA alegando que não é de seu interesse participar de uma organização liderada pelos EUA, mas agradeceu os esforços de Insulza.

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Organização dos Estados Americanos reelege Insulza para mais cinco anos

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