Quarta-feira, 29 de abril de 2026
APOIE
Menu

(Atualizada às 10h21)



A ordem de prisão emitida pela Justiça venezuelana contra o presidente do canal Globovisión, Guillermo Zuloaga, provocou reações da oposição venezuelana e também de integrantes do governo e do Ministério Público do país.

Esta é a segunda vez que a Justiça da Venezuela ordena a prisão de Zuloaga. A primeira decorreu de acusações consideração falsas sobre o presidente Hugo Chávez durante um encontro da Associação Interamericana de Imprensa, em Aruba, entidade que reúne proprietários de veículos de comunicação no continente.

Leia mais:

Justiça emite nova ordem de prisão contra presidente da Globovisión

Presidente da Globovisión é preso ao tentar deixar a Venezuela

Zuloaga é solto, mas proibido de sair da Venezuela



A nova ordem foi motivada por, em maio de 2009, Zuloaga e seu filho, Guillermo Zuloada Siso, terem levado para suas propriedades veículos que estavam à venda em concessionárias de que são donos de forma irregular. Zuloaga, após a acusação, argumentou que guardou os carros em sua residência por uma questão de segurança, depois de uma de suas lojas ter sido roubada.

Se condenados, ele e seu filho podem ter de cumprir uma penda de dois a cinco anos de prisão.  

Carlos Correa, opositor do governo Hugo Chávez, afirmou que o presidente persegue politicamente o presidente da emissora de TV.  “É uma barbaridade jurídica utilizar a justiça para resolver problemas de natureza política”, declarou Correa. Para ele a decisão decorre do fato de que Chávez “não gosta da linha editorial do canal Globovisión”.


Leia também:

Empresas brasileiras apostam na economia venezuelana

Exportações brasileiras crescem 7 vezes na era Chávez 

Governo da Venezuela encerra racionamento de energia

O chanceler venezuelano Nicolás Maduro disse, por sua vez, que a Venezuela “não aceitará chantagens”, ao se referir a críticas que a decisão da Justiça recebeu fora do país. Maduro disse ainda que ele próprio entrou em contato com titulares de algumas instâncias internacionais, as quais “avisou” que o governo venezuelano não vai ceder diante de pressões.

Maduro afirma também que a “foi ditada [contra Zuloaga] uma medida ajustada à Constituição e à Lei e ninguém, de lugar algum do mundo, pode vir tentar chantagear [e sustentar] que o Estado venezuelano não funciona “, disse.

O presidente da Socedade Interamericana de Imprensa, Alejandro Aguirre, havia condenado a medida da justiça e disse que se trata de perseguição política. “Mais uma vez ficou evidente que na Venezuela não há poder independente, um valor essencial da democracia, uma vez que a justiça parece agir cada vez mais a cada palavra ou ordem do presidente”, disse Aguirre. “Nos preocupa que isso aconteça com frequência”, acrescentou.

Em seguida, diretores da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) também emitiram críticas à Chávez e defenderam Zuloaga.

Entretanto, a promotoria venezuelana responsável pelo caso afirmou que a ordem de prisão foi emitida em razão do envolvimento de Zuloaga não está relacionada a atitudes relacionadas à emissora Globovisión ou críticas contra Chávez.

De acordo com comunicado emitido pelo Ministério Público venezuelano, Zuloaga e seu filho foram “acusados pelo armazenamento irregular de 24 veículos localizados durante uma rusga realizada a 21 de maio de 2009, numa quinta propriedade do empresário”, relacionada com os stands

Toyosan e Toyoclub.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Ordem de prisão repercute internacionalmente e promotoria esclarece motivo da medida

NULL

NULL

NULL