Domingo, 17 de maio de 2026
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Após a revelação de que a equipe do premiê britânico Boris Johnson fez duas confraternizações na véspera do funeral do príncipe Philip, a oposição voltou a pedir nesta sexta-feira (14/01) sua saída, que também tem apoio de cinco deputados conservadores.

Se 54 dos 360 deputados do Partido Conservador apresentarem uma carta de desconfiança contra Johnson, pode desencadear uma disputa interna pela liderança da legenda. “Existe um vácuo moral no coração do nosso governo”, disse o parlamentar Andrew Bridgen, entusiasta do Brexit e que era aliado do premiê.

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Com direito a DJ e bebidas alcóolicas, as festas eram despedidas para o então chefe de comunicação do premiê, James Slack, e para um fotógrafo do governo, e foram reveladas pelo jornal Daily Telegraph.

Além de ter ocorrido em um momento de luto pela morte do marido da rainha Elizabeth II, as festas foram realizadas durante um lockdown devido à pandemia da cvid-19, em 16 de abril de 2021, quando socializações em ambientes fechados eram proibidas.

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O governo do Reino Unido pediu desculpas à rainha nesta sexta-feira, afirmando ser “profundamente lamentável que isso tenha acontecido em um momento de luto nacional, e o governo se desculpou com o palácio”.

Governo britânico pediu desculpas à rainha Elizabeth II pela confraternização; encontros em Downing Street durante lockdown foram revelados nesta semana

Simon Dawson / No 10 Downing Street

No dia seguinte às confraternizações, a rainha apareceu sentada sozinha na igreja para o funeral de Philip, que teve apenas 30 convidados para respeitar as normas contra o novo coronavírus.

Johnson já está sob pressão para renunciar devido ao fato de ele próprio ter participado de uma festa na sede do governo em maio de 2020, durante o primeiro lockdown no Reino Unido. O escândalo forçou o premiê a se desculpar diante do Parlamento. 

Na quarta-feira (12/01), o primeiro-ministro disse que aceitar sua “responsabilidade”, declarou que pensou que o encontro no jardim da residência oficial “era uma reunião de trabalho”. Milhões de pessoas fizeram sacrifícios nos últimos meses, e eu entendo a raiva que possam sentir do meu governo”.

(*) Com Ansa.