Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Manifestantes se preparam para novos confrontos neste sábado (26/02) com forças leais ao governo, na capital da Líbia, Trípoli. Na sexta-feira (25/02), o líder Muamar Kadafi afirmou que abrirá os depósitos de munição para seus simpatizantes. Ele fez uma aparição pública em Trípoli, na qual exortou seus seguidores a lutarem contra os opositores.

Também ontem, opositores ao governo foram atacados por forças leais ao regime líbio. Calcula-se que mais de mil manifestantes já tenham morrido durante os protestos das últimas semanas.

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Saif al-Islam Kadafi, um dos filhos do líder líbio, disse à BBC que os relatos de violência extrema no país são parte de uma “campanha de mídia exagerada” conduzida por “canais árabes de TV hostis”.

O filho de Kadafi disse não ser verdade que civis tenham sido bombardeados, mas admitiu que a Força Aérea atacou depósitos de munição que estavam em mãos inimigas.

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Os sons ouvidos em Trípoli não seriam de tiros, mas de fogos de artifício, disse Saif. Ele criticou os opositores, afirmando que muitos desejam uma “solução afegã” para o país.

Saif afirmou que o leste do país, nas mãos dos opositores, está “uma bagunça” e que não serão lançados novos ataques contra as cidades de Misrata e Zawiya. Ele espera que uma trégua possa ser negociada. Assim como seu pai, Saif responsabilizou a rede terrorista Al-Qaeda pelos protestos.

Na noite de sexta-feira (25/02), os Estados Unidos anunciaram sanções contra o governo líbio, bloqueando bens e transações financeiras de Kadafi e seus aliados.

“As contínuas violações aos direitos humanos cometidas pelo governo líbio, a violência contra sua população e as ameaças revoltantes feitas causaram uma condenação geral e severa da comunidade internacional”, disse o presidente dos EUA, Barack Obama, por meio de um comunicado. “As sanções, têm, portanto, como alvo o governo de Kadafi, enquanto protege os bens que pertencem ao povo líbio.”

A União Europeia também anunciou ontem sanções ao regime de Kadafi.

Em Nova York, o embaixador da Líbia para a ONU, Mohamed Shalgham, falando ao Conselho de Segurança da entidade, condenou Kadafi, três dias após chamar o líder líbio de “amigo”.

Depois de um discurso emocionado, ele foi abraçado por outros diplomatas na ONU. Vários representantes líbios anunciaram ontem o desligamento do regime.

O secretário-geral da ONU, Ban ki-moon, fez um apelo para que o Conselho de Segurança tome “ações concretas e decisivas” para lidar com a crise na Líbia.

Milhares de estrangeiros continuam tentando deixar o país. Cerca de 10 mil trabalhadores egípcios que estavam na Líbia estão tentando cruzar a fronteira da Tunísia, criando um problema logístico para o governo tunisiano.

Há relatos de que autoridades líbias estariam confiscando câmeras e telefones celulares para impedir que imagens da revolta sejam transmitidas para outros países.

Oposição se prepara para novos confrontos na Líbia

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