Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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A Coalizão Revolucionária líbia parece ter fechado a porta à proposta de diálogo feita por Muamar Kadafi, e anunciou nesta terça-feira (01/03) a formação de um Conselho Militar encarregado de defender o povo e o território do país.

A advogada Salwa Bugaighis, uma das líderes da coalizão rebelde, disse à Agência Efe que “Kadafi já falou nas ruas”, em referência à brutal repressão aos protestos. As palavras de Salwa também respondem à nomeação de Abuzed Dorda, chefe do serviço secreto da Líbia no exterior, como novo responsável pelo diálogo com os rebeldes do leste do país, segundo a rede de televisão Al Jazeera.

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A advogada também afirmou que nem mesmo recebeu notícias sobre a iniciativa de diálogo de Kadafi. A coalizão, com sede em Benghazi, segunda maior cidade do país, coordena as atividades dos diferentes conselhos populares que administram as povoações sob controle rebelde.

Além disso, ainda carente de um líder visível e de uma organização definida, a coalizão mantém contatos para a formação de um Conselho Nacional temporário com representantes também de Trípoli, que se encarregaria da transição política rumo à criação de um Estado.

Por sua vez, Amal Bugaighis, também advogada e integrante da coalizão, ressaltou que “a agenda atual (da oposição) é o planejamento militar”, que se transformou em “uma das prioridades”.

Amal, que disse que a agenda não incluía negociações com o regime de Muamar Kadafi, mostrou seu temor quanto a uma possível ação de mercenários. “Agora vêm em nossa direção tropas de Darfur e do Sudão. Se nos vermos forçados a isso, pediremos a intervenção estrangeira”, disse a integrante da coalizão, que a princípio rejeitou qualquer ajuda militar de outros países.

Nesta terça-feira, a coalizão rebelde anunciou a formação de um Conselho Militar em Benghazi, composto por 15 oficiais, para “defender o povo e as fronteiras da Líbia reconhecidas internacionalmente de qualquer ataque”.

De acordo com um comunicado emitido pelo grupo, o conselho será responsável por “preparar o plano de defesa da Líbia, assim como o apoio militar para a defesa dos filhos do povo líbio nas zonas libertadas e na capital, e também nas outras regiões que continuam sob controle do opressor e os mercenários”.

Além disso, a nota inclui um apelo a todos os militares para que se juntem imediatamente a suas unidades “para cumprir com o dever de defender o povo e a unidade do país”.

A formação deste órgão militar coincide com uma suposta ameaça de Kadafi de bombardear os manifestantes da cidade de Zawiyah, a 50 quilômetros a oeste da capital, e com a advertência lançada nesta terça pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, de que a Líbia corre o risco de uma “guerra civil prolongada”.

Moradores de Zawiyah e Nalut temem que os partidários de Muamar Kadafi tentem recuperar o controle das duas cidades e garantiram à Al Jazeera que estão dispostos a defendê-las com suas armas.

“Não há luta atualmente, mas o povo está se preparando para outro confronto”, disse, em entrevista por telefone, Adel, um morador de Nalut, que fica a cerca de 300 quilômetros a sudoeste de Trípoli.

Em 16 de fevereiro, foi iniciado um levante popular em Benghazi que se estendeu por todo o país e foi duramente reprimido pelas forças de segurança do regime líbio.

Diversas regiões passaram a ficar sob controle da oposição, embora Kadafi mantenha ainda o poder em três importantes cidades: Sebha, Sirte e a capital Trípoli.

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Oposição responde proposta de diálogo de Kadafi com comitê militar

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