Oposição na Venezuela começa a discutir chapa para eleições presidenciais de 2012
Oposição na Venezuela começa a discutir chapa para eleições presidenciais de 2012
Com a eleição de 65 deputados para a Assembleia Nacional da Venezuela, depois de permanecer por cinco anos fora do parlamento após boicotar as eleições de 2005, a oposição venezuelana já deu início às discussões para definir o candidato à presidência em 2012.
No foco do debate, os oposicionistas põem a necessidade de um nome que tenha chances de tirar o presidente Hugo Chávez do poder. Uma das figuras mais lembradas após as eleições de domingo é o jovem governador do estado de Miranda, Henrique Capriles. Membro do Primeiro Justiça, Capriles acredita que a oposição tem condições de construir uma alternativa ao chavismo e manifestou que o candidato a 2012 deveria ser escolhido por meio de primárias.
Efe

Capriles, governador de Miranda, quer que oposição defina candidato por meio de primárias
Para Capriles, as chances de um líder jovem derrotar Chávez são maiores. “O presidente adoraria que seu adversário em 2012 representasse a velha política, ou que seja um representante da elite. Se a velha política quiser bloquear isso, vai descobrir que a nova política está preparada para lutar.”, disse Capriles à agência de notícias britânica Reuters.
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O analista político Edgard Lander, da Universidade Central da Venezuela, confirma a tese de Capriles, mas ressalta que será difícil dar o papel coadjuvante a políticos da velha guarda antichavista. “Os eleitores se lembram de figuras como Enrique Mendoza e Antonio Ledezma da época do golpe de 2002 contra Chávez e das sucessivas tentativas de desestabilização. Dificilmente votariam neles, mesmo os que não são chavistas. Mas ao mesmo tempo, são figuras que sem dúvidas devem tentar a vaga da presidência”, afirmou ao Opera Mundi.
Outro personagem que emergiu com força das eleições foi o governador do estado de Zulia, Pablo Pérez. De um total de 15 vagas na Assembleia para Zulia, os deputados da MUD conquistaram 12, enquanto o PSUV, três. A influência de Pérez foi apontada como um fator decisivo para a ampla maioria conquistada no estado.
A fundadora da ONG Súmate, María Corina Machado, eleita deputada com mais de 230 mil votos pelo estado de Miranda, também é um nome levado em conta para a corrida pela presidência. Chávez chegou a desafiá-la a enfrentá-lo.
“Como eu gostaria de enfrentar a ‘burguesinha’ em 2012. Seria a batalha ideal, pois essa é uma ‘burguesinha’ de fina estampa”, afirmou o presidente durante comício do PSUV.
Vitória
Na última eleição presidencial, Chávez foi reeleito ao vencer o oposicionista Manuel Rosales com a preferência de 62,84% dos votos. Em 1998, quando chegou ao poder pela primeira vez, o presidente recebeu 56,2% dos votos.
Desta vez, unidos na coligação MUD (Mesa da Unidade Democrática), os partidos de oposição elegeram 65 deputados, contra 95 do PSUV (Partido Socialista Unificado da Venezuela). Os dissidentes chavistas do PPT (Pátria Para Todos) obtiveram duas cadeiras. Três são destinadas a partidos indígenas. Com o resultado, o oficialismo perdeu a maioria de dois terços.
A oposição se declarou vencedora com o argumento de que, apesar de ter menos deputados, teve mais votos. A alegação foi rejeitada por Chávez, que defendeu a vitória do PSUV e acusou a oposição de somar votos do PPT e outros partidos para inflar suas estatísticas.
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