Segunda-feira, 4 de maio de 2026
APOIE
Menu

O PRI (Partido Revolucionário Institucional), principal força de oposição ao governo no Congresso mexicano, propôs uma legislação sobre o terrorismo, após um carro-bomba explodir na última quinta-feira em Ciudad Juárez, na fronteira com os EUA.

O vice-coordenador do PRI na Câmara dos Deputados, Jorge Ramírez, explicou que as leis secundárias e regulamentos locais “não preveem condições para julgar alguém por terrorismo”. Assim, o responsável pela explosão de um carro-bomba “seria julgado como um criminoso comum”, avaliou.

Por isso, é urgente “revisar o sistema penal para ver se efetivamente o julgamento e a sentença sob a figura do delinquente comum são suficientes” frente a atos como o ocorrido na semana passada, que causou a morte de cinco pessoas, entre elas um policial federal, argumentou. 

Leia também:

Política

de entrada na UE só apertou cerco a sul-americanos

Arizona

endurece lei contra imigrantes ilegais e provoca críticas de Obama

Tráfico

deixa cidade mexicana na fronteira com os EUA abandonada ao crime

Para

chegar aos EUA, latinos se arriscam no ‘surfe ferroviário’ da imigração

Na
fronteira entre Guatemala e México, imigrantes enfrentam a primeira
etapa da busca pelo sonho americano

Para Ramírez, o país “está em perigo pela escalada dos níveis de violência” que já levou à morte cerca de 25 mil mexicanos desde que o presidente Felipe Calderón assumiu seu cargo, em dezembro de 2006. O mandatário foi o responsável pela incorporação do Exército na luta antidrogas.

“Não há confiança no que foi realizado até hoje pelas autoridades mexicanas, e com o melhor ânimo podemos dizer que temos sido rebaixados e os criminosos são cada vez mais audaciosos e perigosos”, opinou.

A agressão com o automóvel foi meticulosamente planejada. Os criminosos, que poderiam integrar o cartel de Juárez, deixaram uma pessoa gravemente ferida no ponto em que estava o veículo e acionaram as autoridades. Quando policiais e equipes de resgate chegaram ao local, o carro foi detonado via celular.

Depois desse atentado, os debates sobre a violência aumentaram. Para analistas, o México ingressou em uma nova fase, que já é chamada de narcoterrorismo e é considerada uma forma das organizações criminosas mostrarem seu poder frente à investida de Calderón.

Na madrugada de domingo, outro ataque levou à morte 18 jovens na cidade de Torreón, no estado de Coahuila, e dez pessoas ficaram feridas. Homens armados invadiram um salão de festas e dispararam contra o grupo que celebrava um aniversário.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Oposição mexicana pede legislação específica para crimes de terrorismo

NULL

NULL

NULL