Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Um forte dispositivo de segurança foi colocado no centro de Argel por causa de uma manifestação neste sábado (22/01) organizada pelo partido de oposição, Assembleia para a Cultura e a Democracia (RCD), para pedir o fim do estado de emergência que rege no país há 19 anos, como constatou à agência de notícias espanhola Efe.

A Assembleia para a Cultura e a Democracia, formação política do médico Said Sadi, implantada principalmente na Cabília e que conta com 19 das 360 cadeiras parlamentares, convocou a manifestação para levantar o estado de emergência, em vigor no país desde 9 de fevereiro de 1992, e a anular as restrições sobre as liberdades individuais e coletivas.

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Há dez dias a RCD pediu autorização para realizar a manifestação às autoridades, que se opõem categoricamente sob o argumento que as manifestações estão proibidas nas ruas de Argel desde junho de 2001.

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Nessa data, milhares de militantes organizaram um gigantesco protesto na capital, que teve um dramático final com mortos, feridos e danos materiais consideráveis.

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Ignorado a proibição, o partido de Sadi decidiu encarregar-se da ordem para esta manifestação, que partiu às 11h no horário local (8h de Brasília) da praça Primeiro de Maio em direção à sede do Parlamento, em um trajeto de dois quilômetros.

As autoridades colocaram inúmeros soldados da tropa de coque, equipada com cassetetes e gás lacrimogêneo, apoiados por dezenas de blindados e caminhões com canhões de água.

Nas primeiras horas da manhã, imperava um ambiente de tensão na região, cujos limites foram fechados ao trânsito e a Polícia fiscaliza a passagem de pedestres.

Ao mesmo tempo, helicópteros da Polícia sobrevoam o local para controlar a situação.

“Estamos dispostos a manifestar-nos para que as coisas melhorem na Argélia”, defende um jovem militante da RCD em um dos becos próximos à praça Primeiro de Maio.

No início do mês, ao menos 18 províncias registraram conflitos sociais devido ao aumento dos preços dos produtos não-perecíveis.

O protesto gerou saques e destruição de bens públicos e privados, e os confrontos acabaram com seis mortos e mais de 800 feridos.

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Oposição faz manifestação em Argel para levantar estado de emergência

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