Oposição faz manifestação em Argel para levantar estado de emergência
Oposição faz manifestação em Argel para levantar estado de emergência
Um forte dispositivo de segurança foi colocado no centro de Argel por causa de uma manifestação neste sábado (22/01) organizada pelo partido de oposição, Assembleia para a Cultura e a Democracia (RCD), para pedir o fim do estado de emergência que rege no país há 19 anos, como constatou à agência de notícias espanhola Efe.
A Assembleia para a Cultura e a Democracia, formação política do médico Said Sadi, implantada principalmente na Cabília e que conta com 19 das 360 cadeiras parlamentares, convocou a manifestação para levantar o estado de emergência, em vigor no país desde 9 de fevereiro de 1992, e a anular as restrições sobre as liberdades individuais e coletivas.
Há dez dias a RCD pediu autorização para realizar a manifestação às autoridades, que se opõem categoricamente sob o argumento que as manifestações estão proibidas nas ruas de Argel desde junho de 2001.
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Nessa data, milhares de militantes organizaram um gigantesco protesto na capital, que teve um dramático final com mortos, feridos e danos materiais consideráveis.
Ignorado a proibição, o partido de Sadi decidiu encarregar-se da ordem para esta manifestação, que partiu às 11h no horário local (8h de Brasília) da praça Primeiro de Maio em direção à sede do Parlamento, em um trajeto de dois quilômetros.
As autoridades colocaram inúmeros soldados da tropa de coque, equipada com cassetetes e gás lacrimogêneo, apoiados por dezenas de blindados e caminhões com canhões de água.
Nas primeiras horas da manhã, imperava um ambiente de tensão na região, cujos limites foram fechados ao trânsito e a Polícia fiscaliza a passagem de pedestres.
Ao mesmo tempo, helicópteros da Polícia sobrevoam o local para controlar a situação.
“Estamos dispostos a manifestar-nos para que as coisas melhorem na Argélia”, defende um jovem militante da RCD em um dos becos próximos à praça Primeiro de Maio.
No início do mês, ao menos 18 províncias registraram conflitos sociais devido ao aumento dos preços dos produtos não-perecíveis.
O protesto gerou saques e destruição de bens públicos e privados, e os confrontos acabaram com seis mortos e mais de 800 feridos.
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