Domingo, 10 de maio de 2026
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A iniciativa da oposição venezuelana de participar das eleições ocorridas no domingo (26/9) no país foi elogiada pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Amorim disse ainda que é positivo também a manifestação do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de respeitar o resultado que levou seu grupo político a obter, até agora, 95 das 165 cadeiras na Assembleia Nacional contra 61 da oposição. Depois de cinco anos, a oposição volta ao cenário político na Venezuela.

“A oposição às vezes é muito incômoda. Mas é importante [ela existir] para discutir e dialogar”, afirmou o chanceler, no intervalo das reuniões da 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. “Foi muito bom que que a oposição tenha decidido participar, isso leva ao diálogo”, disse, lembrando que o boicote da oposição às eleições de 2005 não contribuiu para o avanço da democracia.

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Cerca de 17,7 milhões de venezuelanos estavam cadastrados para irem às urnas nas eleições de ontem, mas compareceram para votar 66,45% dos eleitores. O percentual foi considerado um recorde pelas autoridades e especialistas da Venezuela. O resultado surpreendeu o grupo chavista que esperava obter 110 das 165 cadeiras do Parlamento. Na Venezuela o voto não é obrigatório.

A frustração com a diminuição do poder no Parlamento, no entanto, não afetou aparentemente o presidente Chávez. Na madrugada de hoje, ele anunciou no Twitter a vitória do grupo político e disse que o socialismo tinha razões para comemorar. Para Amorim, o processo eleitoral na Venezuela merece elogios.

“O mais importante é que foi uma eleição democrática e livre”, disse o ministro. “O presidente Chávez, que aparentemente usa muito o Twitter, disse que vai respeitar o resultado [das eleições]. É um avanço”, afirmou Amorim.

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Oposição é importante para avançar no diálogo, diz Amorim sobre as eleições na Venezuela

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