Domingo, 10 de maio de 2026
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O último dia de campanha eleitoral na Venezuela foi marcado por uma série de marchas, do governo e da oposição, pelas principais cidades do país. No domingo (26/7), mais de 17 milhões de venezuelanos estarão aptos a votar nas eleições parlamentares e renovarão as 165 cadeiras da Assembleia Nacional.

Em Caracas, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) organizou sete caravanas que culminaram na Praça Venezuela, onde está localizada a UCV (Universidade Central da Venezuela). Lá foi organizado o “Show da Vitória”, onde artistas comprometidos com o chavismo cantaram faixas do álbum “Música para a Batalha – O povo para a Assembleia”. Um das canções dizia, “Arriba la izquierda, por el socialismo, los bolivarianos, los revolucionários, votamos PSUV”. Antes do começo do evento, centenas de militantes chavistas tomaram as ruas ao redor do local e distribuíram panfletos e bandeiras do partido governista. “Chávez en 2012!”, gritou um grupo para os carros que passavam.

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Em discurso em Lara, estado governado por Henri Falcón, eleito pelo PSUV, mas atualmente membro do PPT (Pátria Para Todos), o presidente Hugo Chávez pediu aos eleitores que não deixem de votar. “Os esquálidos podem se render, estão rodeados. Vamos dar-lhes uma lição. Não deixem de votar, quer chova, troveje ou caia relâmpagos. Todos votando pela aliança socialista: o PSUV e o Partido Comunista”, afirmou o presidente, que também chamou Falcón de traidor por ter abandonado o partido.

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Efe

Chávez, em uma das carreatas do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela)

Os partidos da chamada Mesa da Unidade Democrática (MUD), de oposição, fizeram demonstrações separados, cada um em um ponto de Caracas e em variadas cidades do país. O Primeiro Justiça realizou um show popular na Praça Alfredo Sadel, com a presença das principais figuras do partido, Julio Borges, coordenador nacional e Henrique Capriles, governador do estado de Miranda, enquanto o Copei (Partido Social Cristão da Venezuela) organizou ato na avenida del Bosque.

Capriles incentivou os eleitores a optar pela “força da mudança”, lema da campanha da oposição na tentativa de regressar à Assembleia, após se ausentar das eleições em 2005, ao dizer que o pleito seria fraudado. “A mudança é possível, nós em Miranda dizemos ao povo que sim, é possível darmos as mãos, nos unirmos, governar para todos.”

Efe



Seguidores da oposicionista  Mesa da Unidade Democrática no último dia de campanha

Projeção

De acordo com pesquisas de opinião, a base governista deverá conquistar a maioria dos votos, mas certamente terá menos assentos do que os atuais 140 de um total de 165. A intenção de Chávez é a de reunir no mínimo dois terços do Parlamento, ou 110 cadeiras, ou para não depender da oposição na aprovação de projetos. Os partidos oposicionistas esperam ganhar de 60 a 70 assentos.

Conforme a matéria discutida na Assembleia, é exigida uma proporção de votos: para alterações na Constituição, por exemplo, basta a maioria simples (50%+1); para a aprovação de leis habilitantes, equivalentes às medidas provisórias no Brasil, são necessários 3/5 dos votos, e finalmente, para convocar a Assembleia Constituinte, aprovar leis orgânicas ou nomear cargos ao Ministério de Justiça, entre outros, são exigidos 2/3 dos votos.



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Oposição e governo encerram campanha eleitoral pedindo à população que vote

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