Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Os países da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) encerraram as reuniões desta segunda-feira (21/03) sem acordo sobre uma possível implicação da organização em operações na Líbia. Segundo fontes da aliança, a questão voltará a ser estudada na terça-feira. “Ainda não foi tomada a decisão de atuar (…) é uma questão complexa e queremos fazê-la direito”, afirmaram.

Os embaixadores dos 28 países da aliança se reunirão amanhã, pelo quinto dia consecutivo, para tratar a situação na Líbia ou, mais concretamente, o plano de operações para o cumprimento da zona de exclusão de voos sobre a Líbia e a direção de execução do embargo de armas ordenado pela ONU.

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As reservas da Turquia (o único país muçulmano da organização) e da Alemanha a participar dos ataques que começaram na sexta-feira foram os responsáveis por  causar boa parte dos atrasos na hora de decidir o possível papel da aliança, segundo indicaram diferentes fontes diplomáticas.

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Outro fator de complicação é que vários países árabes que não pertencem à organização se comprometeram a apoiar as potências ocidentais. A França assegurou nesta segunda-feira que a Liga Árabe não quer transferir a direção das operações à aliança, que segue discutindo o que fazer.

As discussões na sede da OTAN se desenvolvem enquanto ocorre uma série de movimentos diplomáticos em países europeus e árabes. O ministro de Relações Exteriores francês, Alain Juppé, assinalou nesta segunda-feira que a Otan está preparada para oferecer seu apoio à operação militar.

Juppé, que participou em Bruxelas de uma reunião de cúpula de diplomatas da União Europeia, afirmou que “muitos países desejariam passar a operação sob a bandeira da Otan”, mas também ressaltou que “é preciso levar em conta a opinião dos países árabes”.

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A ministra de Relações Exteriores espanhola, Trinidad Jiménez, ressaltou que a participação da aliança “não é imprescindível”, já que, por enquanto, a coalizão internacional conseguiu aplicar os termos da resolução 1973 aprovada na sexta-feira passada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para proteger a população civil líbia.

Entretanto, a Itália advertiu que poderá retomar o controle de suas bases militares, local de onde partem os aviões da coalizão internacional que ataca a Líbia, caso o comando da operação não passar às mãos da OTAN.

“Se há uma multiplicação de comandantes, o que seria um erro em si mesmo, teríamos que buscar fórmulas para que a Itália retome o controle de suas próprias estruturas”, disse também em Bruxelas o ministro de Exteriores italiano, Franco Frattini.

Roma insiste que a OTAN tome a direção da operação internacional, atualmente nas mãos dos Estados Unidos, com o apoio da França e Reino Unido.

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Operações na Líbia geram impasse e adiam decisão na OTAN

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