Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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A missão da ONU na República Democrática do Congo (Monusco) irá rever suas operações depois que, pelo menos, 154 civis foram violentadas em um povoado próximo a uma de suas bases, informou nesta quarta-feira (25/8) um diretor do organismo.

“Em vista do acontecido, revisaremos nosso trabalho, como a realização de rondas e como melhorar a comunicação com a população”, disse o representante especial da ONU na República Democrática do Congo (ex-Zaire), Roger Meece, em entrevista coletiva na cidade de Goma. O diplomata norte-americano lamentou a brutalidade do ataque contra a população de Banamukira, que fica a cerca de 30 quilômetros de uma base avançada da Monusco.

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O ataque realizado por guerrilheiros congoleses Mai-Mai e pelas Forças Democráticas para a libertação de Ruanda (FDLR) aconteceu entre os dias 30 de julho e 2 de agosto, mas só foi confirmado esta semana, segundo a ONU.

Meece disse que “não há provas de que pessoas da ONU soubessem do ataque e não tivessem feito nada”, como sugeriu algumas organizações humanitárias.

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Segundo sua versão, os “capacetes azuis” foram informados no dia 30 de julho de que havia guerrilheiros na área, mas não receberam nenhuma indicação de que estavam preparando um ataque contra a população civil.

Gravidade

No dia 1º de agosto, quando os Mai-Mai bloquearam uma estrada para cobrar pedágios e impedir a população local de se comunicar, uma unidade do exército congolês se deslocou para a área e os expulsaram após uma troca de tiros.

Patrulhas da Monusco visitaram as aldeias da área, incluindo Banamukira, mas os moradores não disseram que tinham sido alvo de um ataque. Mecee desconhece o motivo pelo qual as pessoas agredidas não informaram o acontecimento, mas acredita que elas temiam ser objeto de represálias e da discriminação que ocorre com vítimas de estupro. “Estas mulheres costumam ser rechaçadas por suas famílias e comunidades, o que agrava ainda mais suas condições de vítimas”, disse.

O diretor da ONU assegurou que a missão só recebeu as primeiras informações sobre a gravidade do ataque no dia 12 de agosto, quando iniciaram os procedimentos para atender as vítimas e reforçar a segurança.

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ONU vai rever operações no Congo após 154 casos de estupro

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