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Após 16 anos do genocídio de Ruanda, um relatório da ONU sugere que dezenas de milhares de hutus, autores dos massacres contra os tutsis em 1994, poderiam ter sido vítimas de outro planejado depois, como vingança, pelo exército ruandês na RDC (República Democrática do Congo).

O relatório, publicado nesta sexta-feira (1/9) em Genebra, cita “ataques sistemáticos e generalizados contra hutus refugiados na RDC” com sérios elementos que, se forem provados perante um tribunal competente, “poderiam ser qualificados de genocídio”.

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A possibilidade de um novo genocídio na região – dessa vez com os hutus como vítimas – já foi citada em um relatório preliminar e suscitou reações, sobretudo por parte de Ruanda, que ameaçou retirar suas tropas das forças de paz internacionais.

O clima tenso atrasou a publicação do relatório que, em sua versão final, indica que os massacres descritos poderiam constituir genocídio, mas que isso só pode ser julgado por um tribunal competente.

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Anders Kompass, diretor do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos – diretor pelo relatório -, disse à agência de notícias espanhola Efe que “esses direitos foram violados”, pois o exército ruandês não distinguiu membros das milícias radicais hutus (Interahamwe) e civis.

As investigações da ONU sugerem que, após o êxodo em massa da população, tropas da FPR (Frente Patriótica Ruandesa) fizeram incursões na RDC para assassinar, por vingança, dezenas de milhares de hutus, ajudados por soldados da RDC, de Uganda e outras milícias locais.

A hipótese de um genocídio como vingança foi negada pela embaixadora de Ruanda perante a ONU em Genebra, Venetia Sebudandi, que a tachou de “falsa e perigosa”, pois “ameaça a estabilidade da região”.

Após o relatório, é a Justiça internacional que deverá se pronunciar sobre o caso. No entanto, Kompass destacou que o TPI (Tribunal Penal Internacional) ainda não se disse.

“Nossa esperança e a das vítimas é que um tribunal julgue o caso”, ressaltou Kompass, segundo quem o relatório sugere a criação de uma instância judicial nacional e internacional para julgar crimes graves.

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ONU revela que exército de Ruanda teria planejado massacre de hutus no Congo

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