ONU retirará 2 mil soldados da República Democrática do Congo
ONU retirará 2 mil soldados da República Democrática do Congo
O Conselho de Segurança da ONU anunciou hoje (28/5) a retirada de 2 mil dos cerca de 22 mil soldados de sua missão de paz na República Democrática do Congo (Monuc), que a partir do primeiro de julho se transformará em uma força de estabilização.
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Em uma resolução adotada por unanimidade, os 15 países-membros do principal órgão das Nações Unidas assinalam que a retirada, que deve ocorrer antes do dia 30 de junho, afetará as unidades mobilizadas em regiões do país consideradas seguras e estáveis.
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Tropas da missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo
Ao mesmo tempo, anunciou a ampliação por um mês o mandato da Monuc para dar tempo à missão de se transformar, a partir de 1º de julho, em uma missão de estabilização (Monusco).
A nova força contará com um máximo de 19.815 soldados, 760 observadores militares e 1,5 mil policiais, autorizados a permanecer no país até o dia 30 de junho de 2011.
A retirada autorizada pelo Conselho de Segurança obedece aos desejos do governo de Kinshasa que o primeiro contingente de capacetes azuis deixe o país antes do próximo dia 30 de junho, quando o país celebra o 50º aniversário de sua independência.
Ao mesmo tempo, a resolução adotada não se ajusta totalmente à vontade expressa pelo presidente congolês, Joseph Kabila, que pediu a saída completa das tropas internacionais do país antes de finais de 2011.
Algumas potências ocidentais, assim como protagonistas políticos congoleses e organizações internacionais, consideram perigosa uma saída precipitada de um país onde ainda há grupos armados ativos e onde a situação humanitária em algumas áreas é ainda muito frágil.
A resolução deixa aberta a possibilidade de voltar a “reestruturar” novamente a missão, mas o condiciona ao decorrer dos acontecimentos no país e a consecução dos objetivos estratégicos buscados pelas Nações Unidas.
Tais objetivos são a proteção da população civil, particularmente da violência sexual protagonizada por grupos armados, assim como a consolidação da autoridade do Estado em todo o extenso território do país.
O subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, o francês Alain Le Roy, disse estar satisfeito com as mudanças autorizadas hoje e ressaltou que correspondem à posição do governo congolês.
A Monuc está presente na República Democrática do Congo desde 2001, quando foi enviada pelo Conselho de Segurança para buscar o fim da sangrenta guerra civil que o país vivia desde 1998, e que se prolongou até 2003.
Algumas organizações internacionais calculam que a violência no país deixou 5,4 milhões mortos nos últimos 12 anos.
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