Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O enviado especial das Nações Unidas ao Congo, Atul Khare, reconheceu que as forças de paz no país falharam, depois do registro de uma série de estupros em massa em locais próximos a bases dos capacetes azuis. Houve ainda massacres e violência na região. O assunto será tema hoje (8/9) de uma sessão extraordinária da Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Khare descobriu que o número de mulheres e crianças estupradas nas últimas semanas chegaria a 500, e não 250 como se estimou. Isso porque, segundo ele, os estupros em massa também ocorreram em cidades que não haviam sido contabilizadas no levantamento inicial. As informações são da BBC Brasil.

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Ontem, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou nota rechaçando a onda de violência no Congo. Também reiterou a necessidade de intensificar as ações conjuntas em busca de uma solução para o país e de apoio à ordem.

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Desde 1993 a onda de violência no Congo aumentou. O país chegou a ser chamado de capital mundial do estupro. O Leste do Congo ainda sofre ações de violência do exército e de milícias locais e de países vizinhos, como Ruanda. Apesar de um acordo de paz e da formação de um governo de transição, a população vive aterrorizada por milícias e soldados.

As investigações, coordenadas pelas Nações Unidas, indicaram ainda que em pelo menos um vilarejo todas as mulheres e crianças foram violadas. Em outros locais, dezenas de vítimas foram estupradas por gangues de rebeldes congoleses e ruandeses. Um dos ataques ocorreu em Luvungi, a apenas 30 quilômetros de uma base das forças de paz.

“Ainda que a responsabilidade principal de proteger os civis seja claramente do governo congolês, nós também falhamos, já que não cumprimos nossa obrigação de proteger os civis no leste do Congo. Nossas ações não foram adequadas e isso resultou em uma agressão brutal à população local. Precisamos melhorar”, afirmou Khare, que é subsecretário da ONU para Operação de Paz, ao Conselho de Segurança.

Para Khare, é necessário aumentar o número de mais patrulhas e buscas no Congo, além de criar um sistema de comunicação, via rádio e celulares, nos vilarejos mais remotos. Ele também pediu que os líderes rebeldes congoleses e ruandeses envolvidos nos ataques sexuais sejam julgados.

“Decidimos que é preciso fazer mais patrulhas no fim da tarde e à noite”, disse Khare. “A missão da ONU fará todo o possível, incluindo adotar uma postura mais agressiva por parte dos soldados das forças de paz, ampliar a obtenção de informações com pessoas suspeitas e ajudar o governo congolês.”

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ONU reconhece que fracassou em missão de paz no Congo e assunto é tema de discussão em Nova York

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