Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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A decisão israelense de expandir o assentamento de Guiló, em território palestino ocupado em Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi condenada pela ONU (Organização das Nações Unidas) e pelos Estados Unidos. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deplorou a decisão do governo de Israel, enquanto o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que o governo dos EUA está “consternado” com a aprovação.

“O secretário-geral reitera sua posição que os assentamentos são ilegais e insta Israel a respeitar o compromisso do Mapa de Caminho para a Paz em deter toda construção nos assentamentos, incluída a devida a seu crescimento natural”, disse em uma breve declaração a porta-voz da ONU, Marie Okabe.

Jim Hollander/EFE



Vista panorâmica do assentamento de Guiló, em Jerusalém Oriental

Ban considera que ações como as realizadas hoje pelo Executivo israelense “solapam os esforços para alcançar a paz e põe em dúvida a viabilidade da solução dos dois Estados” promovida pela comunidade internacional para resolver o conflito no Oriente Médio.

Todos os assentamentos são ilegais de acordo com leis internacionais, mas Israel já assentou mais de 450 mil judeus na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. O país considera ilegais todos aqueles assentamentos, a maioria rudimentares, construídos sem a autorização do governo após março de 2001.

Construção

O Comitê de Planejamento de Jerusalém aprovou hoje (18) a construção de cerca de 900 casas em Guiló, confirmaram à Agência EFE em Jerusalém fontes do município. As novas casas serão construídas neste bairro do sul da cidade situado ao leste da Linha Verde, a fronteira entre o território israelense e palestino internacionalmente aceita, pelo que a construção viola o direito internacional. As fontes municipais matizaram que o projeto ainda precisa o sinal verde de outros organismos antes de ver a luz.

A decisão chega um dia depois que Israel rejeitasse um pedido de seu principal aliado, os Estados Unidos, para que recuasse a expansão de Guiló, segundo desvelou o diário israelense Yedioth Ahronoth em sua edição de hoje.

A exigência foi transferida pelo enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, a representantes do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em reunião após conhecer a existência do plano.

Israel considera Jerusalém sua capital “única e indivisível” e portanto se vê legitimado para construir na parte leste da cidade, de maioria árabe e que os palestinos reivindicam como capital de seu eventual futuro Estado.

ONU e EUA condenam expansão de assentamento israelense

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