Sábado, 16 de maio de 2026
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Apesar de mais de 350 milhões de habitantes de zonas rurais terem escapado da pobreza nos últimos dez anos, a maioria dos pobres do mundo continua morando nessas áreas. A constatação é do relatório Pobreza Rural 2011, produzido pela ONU (Organização das Nações Unidas). O documento pede mais investimento na agricultura e mais esforços para aumentar os meios de subsistência das populações rurais.

Segundo o relatório, divulgado esta semana pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida), na última década, verificou-se uma queda geral da pobreza extrema, ou seja, da proporção de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólar por dia, que passou de 48% para 34%. O estudo salienta também os progressos registrados no Leste Asiático, sobretudo na China, onde o número de pessoas que vivem na pobreza extrema sofreu uma redução de dois terços na última década.

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Apesar desses avanços, 70% dos 1,4 bilhão de habitantes que vivem na pobreza extrema em países em desenvolvimento residem em zonas rurais, informou o Fida. A pobreza rural é particularmente acentuada na África Subsaariana e no Sul da Ásia. Na África Subsaariana vive quase um terço dos habitantes extremamente pobres de zonas rurais, cujo número aumentou de 268 milhões para 306 milhões, nos últimos dez anos.

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“Embora na África Subsaariana a taxa de pobreza extrema das zonas rurais tenha baixado de 65% para 62%, continua a ser de longe a mais elevada de todas as regiões”, diz o relatório.

Do mesmo modo, na última década as taxas de pobreza rural apenas diminuíram ligeiramente no Sul da Ásia, que tem agora o maior número de pobres rurais – cerca de 500 milhões – de todas as regiões e sub-regiões. Quatro quintos do total de pessoas que vivem na pobreza extrema no Sul da Ásia encontram-se em zonas rurais.

 

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ONU diz que apesar dos avanços, maioria dos pobres do mundo vive em zonas rurais

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