Segunda-feira, 11 de maio de 2026
APOIE
Menu

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OACNUDH) no Peru denunciou nesta quinta-feira (15/12) o aumento da repressão policial contra as manifestações por novas eleições no país. 

Através de um comunicado, a missão da ONU disse se preocupar com o “incremento da violência” no Peru, lamentando o número de mortos em decorrência da repressão. 

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Na quinta-feira (15/12), movimentos sociais convocaram protestos para a chamada “Jornada Nacional de Luta” contra a legitimidade da presidente Dina Boluarte, que assumiu o poder no dia 7 de dezembro, após a destituição de Pedro Castillo. Além disso, as organizações também defendem a realização de um processo constituinte no Peru, para que se realize uma nova Carta Magna, que substitua a imposta em 1993 pelo ditador Alberto Fujimori.

Para conter a violência nos protestos, o Alto Comissariado falou em implementar a bandeira da ONU para apontar que as manifestações sejam pacíficas e, assim, proteger os direitos humanos dos participantes.

Mais lidas

O comunicado ainda pede que seja respeitado o direito da população protestar, afirmando que “a falta de respeito e garantia do direito de reunião pacífica aponta ser um indício de repressão”.

Através de um comunicado, a missão da ONU no país disse se preocupar com o 'incremento da violência', no qual ao menos 18 pessoas morreram

Flickr/ Presidencia Perú

Governo peruano colocou o Exército e as polícias nas ruas para tentar conter protestos

Vítimas da repressão

Ao menos nove pessoas morreram na quinta no Peru por conta da violência policial nos protestos. O número agora sobe para 18 vítimas nas marchas contra o governo de Boluarte. 

O número diverge do divulgado pelo Ministério da Saúde peruano, que fala em 14 mortes. 

Por sua vez, a Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos (Cnddhh) do Peru exigiu investigação dos responsáveis pelas mortes em Ayacucho. “Exigimos o fim da intervenção militar e responsabilizamos as mais altas autoridades políticas do país por esses crimes”, disseram no Twitter.

O governo peruano colocou o Exército e as polícias nas ruas das principais cidades do país e até em algumas localidades do interior, para tentar conter os protestos.

Diante do aumento das manifestações e protestos em diversas regiões do país, o governo decretou toque de recolher a partir de sexta-feira nos departamentos de Arequipa, La Libertad, Ica, Apurímac, Cusco, Puno, Huancavelica e Ayacucho.

O Peru vive dias intensos de protestos e mobilizações que começaram em 7 de dezembro após o afastamento do ex-presidente Castillo e se intensificaram no último domingo (11/12), quando foram registradas as duas primeiras mortes no departamento sulista de Apurímac.

(*) Com Telesur.