ONU confirma pelo menos 365 mortos desde dezembro na Costa do Marfim
ONU confirma pelo menos 365 mortos desde dezembro na Costa do Marfim
Pelo menos 365 pessoas morreram pela violência pós-eleitoral na Costa do Marfim, confirmou nesta sexta-feira (04/03) a Onui (Operação das Nações Unidas para o país), que advertiu para o risco de que seja retomada a guerra civil que dividiu o país de 2002 a 2007.
O diretor de Direitos Humanos da Onuci, Guillaume Ngefa, confirmou também a morte de sete mulheres que participavam de uma manifestação pacífica a favor de Alassane Ouattara em Abidjan, por disparos das FDS (Forças de Defesa e Segurança) de Laurent Gbagbo.
Seis das mulheres morreram no local e uma no hospital para onde foi transferida, segundo Ngefa, que acrescentou que cerca de 50 pessoas perderam a vida nos combates entre as FDS e as Forças Novas, grupo que apoia Ouattara.
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A ONU confirmou estas mortes, mas também investiga a suposta existência de valas comuns com corpos de centenas de pessoas sequestradas por milicianos e mercenários ligados a Gbagbo, além do destino de outros desaparecidos.
Por sua parte, o porta-voz da Onuci, Hamadoun Touré, anunciou que tenta abrir um corredor humanitário no bairro de Abobo, ao lado da Cruz Vermelha e de outras agências assistenciais, para fornecer artigos de primeira necessidade e ajuda médica aos moradores da localidade e permitir que possam entrar ou sair.
Para isso, a Operação da ONU na Costa do Marfim pediu tanto às FDS como ao comando invisível, que luta contra os militares e policiais, que permitam o abastecimento e mobilização dos civis.
Efe

Manifestantes queimam pneus e levantam barricadas para impedir o avanço de forças e segurança leais a Laurent Gbagbo, em Abidjan
Nesta sexta-feira, a Anistia Internacional assinalou em comunicado que a situação humanitária na Costa do Marfim se agravou pela falta de água e eletricidade, não só em áreas de Abidjan, mas também em grande parte do centro, norte e oeste do país desde o início da semana.
A companhia de eletricidade do país, segundo a Ansitia, responsabilizou as forças leais a Gbagbo pelo corte, que deteriorou as condições de vida e impediu muitas cirurgias médicas em regiões que apoiam Ouattara.
Além disso, a Onuci recebeu dois helicópteros de combate Mi24 e espera outro nas próximas horas para contribuir com suas operações de manutenção da paz e proteção da população civil, que se viram prejudicadas por ataques aos “capacetes azuis” promovidos por jovens patriotas a favor de Gbagbo.
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