Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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Pelo menos 365 pessoas morreram pela violência pós-eleitoral na Costa do Marfim, confirmou nesta sexta-feira (04/03) a Onui (Operação das Nações Unidas para o país), que advertiu para o risco de que seja retomada a guerra civil que dividiu o país de 2002 a 2007.

O diretor de Direitos Humanos da Onuci, Guillaume Ngefa, confirmou também a morte de sete mulheres que participavam de uma manifestação pacífica a favor de Alassane Ouattara em Abidjan, por disparos das FDS (Forças de Defesa e Segurança) de Laurent Gbagbo.

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Seis das mulheres morreram no local e uma no hospital para onde foi transferida, segundo Ngefa, que acrescentou que cerca de 50 pessoas perderam a vida nos combates entre as FDS e as Forças Novas, grupo que apoia Ouattara.

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A ONU confirmou estas mortes, mas também investiga a suposta existência de valas comuns com corpos de centenas de pessoas sequestradas por milicianos e mercenários ligados a Gbagbo, além do destino de outros desaparecidos.

Por sua parte, o porta-voz da Onuci, Hamadoun Touré, anunciou que tenta abrir um corredor humanitário no bairro de Abobo, ao lado da Cruz Vermelha e de outras agências assistenciais, para fornecer artigos de primeira necessidade e ajuda médica aos moradores da localidade e permitir que possam entrar ou sair.

Para isso, a Operação da ONU na Costa do Marfim pediu tanto às FDS como ao comando invisível, que luta contra os militares e policiais, que permitam o abastecimento e mobilização dos civis.

Efe



Manifestantes queimam pneus e levantam barricadas para impedir o avanço de forças e segurança leais a Laurent Gbagbo, em Abidjan

Nesta sexta-feira, a Anistia Internacional assinalou em comunicado que a situação humanitária na Costa do Marfim se agravou pela falta de água e eletricidade, não só em áreas de Abidjan, mas também em grande parte do centro, norte e oeste do país desde o início da semana.

A companhia de eletricidade do país, segundo a Ansitia, responsabilizou as forças leais a Gbagbo pelo corte, que deteriorou as condições de vida e impediu muitas cirurgias médicas em regiões que apoiam Ouattara.

Além disso, a Onuci recebeu dois helicópteros de combate Mi24 e espera outro nas próximas horas para contribuir com suas operações de manutenção da paz e proteção da população civil, que se viram prejudicadas por ataques aos “capacetes azuis” promovidos por jovens patriotas a favor de Gbagbo.

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ONU confirma pelo menos 365 mortos desde dezembro na Costa do Marfim

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