Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, condenou nesta sexta-feira (27/8) a chacina de 72 imigrantes na fronteira do México com os Estados Unidos. Segundo ela, o crime mostra a “grave situação” dos imigrantes em território mexicano. Pillay apelou às autoridades do México para que investiguem o crime de forma independente e rápida. Ela elogiou os esforços das autoridades mexicanas para localizar os responsáveis pelo massacre e  identificar as vítimas. As informações são da ONU.

“Estou profundamente chocada com o massacre, que mostra a grave situação do imigrantes neste país”, disse Pillay. Segundo ela, as autoridades devem adotar ações para combater “o crescente clima de violência” e fixar “medidas de proteção aos imigrantes, especialmente mulheres e crianças”.

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O relator especial da ONU sobre direitos humanos dos imigrantes, Jorge Bustamante, disse que, por ano, cerca de 400 mil pessoas passam pelo México aliciadas pelas redes internacionais de tráfico de drogas e de transporte ilegal de imigrantes para os Estados Unidos.

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No último fim de semana, 72 pessoas foram encontradas mortas na cidade de San Fernando, em Tamaulipas, na fronteira do México com os Estados Unidos. As autoridades mexicanas disseram que as vítimas estavam com as mãos amarradas e os olhos vendados e foram mortas com tiros à queima-roupa.

As autoridades mexicanas confirmaram que entre as vítimas havia crianças e uma mulher grávida. Na lista de imigrantes há informações da presença de quatro brasileiros, cujos corpos não foram identificados, hondurenhos, equatorianos e salvadorenhos.

O cônsul-geral do Brasil no México, Márcio Lage, disse à Agência Brasil que o processo de identificação e liberação dos corpos deve durar, pelo menos, duas semanas.

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ONU condena chacina no México e pede que autoridades apurem o crime com independência

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