Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Forças leais a Laurent Gbagbo, que recusa deixar o cargo de presidente da Costa do Marfim depois de ter sido vencido nas últimas eleições, atacaram seis veículos das Nações Unidas nesta quinta-feira (13/01), em Abidjan. De acordo com a agência de notícias espanhola Efe, um veículo militar do organismo internacional foi incendiado, deixando um médico ferido.

Após o incidente, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou  os ataques e expressou sua preocupação porque forças “regulares e irregulares leais a Gbagbo começaram a atacar e queimar veículos das Nações Unidas”.

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De acordo com seu seu porta-voz, Martin Nesirky, o secretário-geral também condena o uso contínuo da Radiodiffusion Télévision Ivoirienne (RTI) para instigar a violência contra a missão de paz da ONU. “Ban advertiu os responsáveis pela organização e realização desses ataques que terão que responder perante a justiça”, disse Nesirky.

“Sob a lei internacional, os ataques contra as forças internacionais de paz e a destruição de propriedades destinadas à proteção de civis constituem um delito”, acrescentou Nesirky.

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Em Abidjan, o presidente Gbagbo – que se recusa a deixar o cargo desde que perdeu as eleições para Alassane Ouattara -, declarou na quinta-feira toque de recolher até o próximo sábado nos bairros populares de Abobo e Anyama.

Desde quarta-feira, os dois bairros estão cercados por tropas das forças de segurança, com tanques, veículos blindados e um grande número de soldados, afirmou a Polícia à Agência Efe.

Por sua vez, os ex-rebeldes das Forças Novas – que controlam o norte do país e defendem a sede provisória do Governo de Ouattara, no Hotel Golf, em Abidjan – negaram qualquer relação com os fatos.

A subsecretária geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, advertiu nesta quinta-feira para as consequências humanitárias que a violência está trazendo para o país, de onde 23,5 mil marfinenses já saíram, em sua maioria rumo à Libéria.

“Esta crise ameaça as vidas de milhares de marfinenses. Necessitamos de uma solução pacífica e rápida para o país e a região”, disse a subsecretária.

Valerie afirmou ainda que a maior parte dos deslocados na região ocidental da Costa do Marfim é de mulheres, crianças e idosos.

Ela acrescentou que há denúncias de “sérias violações dos direitos humanos em todo o país”.

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ONU condena ataques de seguidores de Gbagbo a seus veículos

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