Sábado, 13 de junho de 2026
APOIE
Menu

Além do conflito entre oposicionistas e forças leais ao líder da Líbia, Muamar Kadafi, o país enfrenta outro embate: o da discriminação a africanos, incluindo crimes como estupro e ataques a crianças. O alerta foi dado pelo ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados). Desde o começo dos protestos contra o governo Khadafi, cerca de 212 mil imigrantes deixaram a Líbia, a maioria oriunda da Tunísia, Egito, Nigéria, China, Paquistão, entre outros.

 

O porta-voz do ACNUR,  Adrian Edwards, apelou para que a comunidade internacional ajude os refugiados e imigrantes da África Subsaariana – onde vive a população predominantemente negra e cerca de 500 milhões de pessoas. Segundo Edwards, anteontem (07/03), refugiados sudaneses que chegaram à fronteira da Líbia com o Egito foram recebidos por homens armados, que os obrigaram a recuar. De acordo com ele, uma menina, de 12 anos, disse ter sido estuprada.

Leia mais:

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

ACNUR: Itália precisa iniciar plano de resposta ao êxodo de tunisianos

Forças de Kadafi controlam fronteira com a Tunísia, segundo ACNUR

Conselho de Segurança aprova por unanimidade sanções contra regime de Kadafi



Galeria de imagens: Milhares de pessoas tentam atravessar as fronteiras da Líbia

Itália teme 'imigração histórica' de países árabes; ACNUR pede solidariedade a refugiados

Mais lidas

“Eles relataram que muitas pessoas tiveram seus documentos confiscados ou destruídos. Ouvimos relatos semelhantes de um grupo de refugiados do Chade, que fugiam de Benghazi, Al Bayda e Brega [cidades da Líbia], nos últimos dias”, afirmou Edwards.

 

Em Nova York, o Conselho de Segurança das Nações Unidas discutiu ontem a possibilidade de impor uma zona de exclusão aérea. O assunto ainda não tem consenso, mas norte-americanos, franceses e ingleses são favoráveis à proposta.

O alto comissário da ACNUR, Antonio Guterres, esteve ontem na Tunísia para visitar a área de fronteira com a Líbia e conversar com as pessoas que estão na região. Há relatos de que os cerca de 3,5 mil imigrantes de Bangladesh enfrentam dificuldades para deixar a Líbia e aguardam há dez dias autorização para sair do país.

Paralelamente, um comboio de caminhões do PAM (Programa Alimentar Mundial) está na Líbia para distribuir comida às vítimas dos conflitos. A distribuição dos alimentos vai se concentrar em Benghazi – cidade considerada capital dos oposicionistas.

Siga o Opera Mundi no Twitter 

Conheça nossa página no Facebook
 

ONU alerta que imigrantes africanos são vítimas de discriminação e violência na Líbia

NULL

NULL

NULL