Terça-feira, 12 de maio de 2026
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A eleição do deputado de extrema direita Lorenzo Fontana, da Liga, como presidente da Câmara da Itália nesta sexta-feira (14/10) gerou uma série de manifestações de organizações que defendem os direitos da comunidade LGBTQIA+.

“Com a eleição de Lorenzo Fontana, estão em risco a democracia, os direitos das mulheres e LGBTQIA+”, disse o porta-voz do Partido Gay, Fabrizio Marazzo, sobre o político que coleciona uma série de declarações homofóbicas ao longo da sua carreira na administração pública.

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“Infelizmente, a sua eleição segue aquela de Ignazio La Russa [para presidente do Senado], também ele anti-LGBTQIA+, que além de dizer muitas frases homofóbicas e regurgitações fascistas ainda se orgulha em ter vários bustos e imagens de [Benito] Mussolini em sua casa”, acrescentou.

Já o presidente da Rete Lenford, o advogado Vincenzo Miri, ressaltou que “Fontana nunca fez mistério em apoiar “modelos tradicionais” de família e que “obviamente há preocupações porque é um presidente que não vai representar os pedidos das comunidade LGBTQIA+”.

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Deputado de extrema direita Lorenzo Fontana já fez diversas declarações homofóbicas ao longo de carreira na administração pública

Wikicommons

Fontana já afirmou que "famílias gays não existem" e que crianças só devem ter "papai e mamãe"

“O novo presidente da Câmara sempre reivindicou ideias ultraconservadoras e se opôs, em várias batalhas, às reivindicações importantes, como o casamento gay. Também se opôs às uniões civis e à famigerada ‘propaganda de gênero nas escolas’ que não existe”, acrescentou Miri.

O advogado também pontuou que atualmente já há um bom número de deputados que apoiam as causas das famílias homoafetivas, mas ressaltou que “as presidências têm um papel fundamental na discussão de projetos”. “Continuaremos a vigiar e a fazer o nosso dever, mas não escondo que há preocupações”, finalizou.

Entre as declarações mais polêmicas de Fontana, está a de que “famílias gays não existem” e que crianças só devem ter “um papai e uma mamãe”. Também defende que filhos de casais homoafetivos italianos que tenham nascido no exterior não recebam a cidadania no país. 

(*) Com Ansa