Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Atualizada às 17h27

Sobe para 173 o número de pessoas mortas em consequência da violenta repressão às manifestações populares na Líbia que reivindicam reformas políticas e mudanças no regime. O cálculo foi atualizado pela organização não governamental Human Rights Watch (HRW). A Líbia é governada há mais de quatro décadas por Muamar Khadafi.

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A ONG citou fontes médicas e pediu à aos países árabes, ocidentais e à União Africana que negociem com o governo de Trípoli pelo fim da repressão. A entidade quer interromper o “uso ilegal da força contra as manifestações pacíficas” e que anuncie sua intenção de processar os responsáveis pelas violações às leis internacionais. Pediu também o embargo às exportações de armas e de equipamentos de segurança à Líbia, além da recuperação do acesso à internet, suspenso indefinidamente desde a sexta-feira.

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“Está ocorrendo uma grande catástrofe para os direitos humanos na Líbia, em um momento em que os manifestantes enfrentam morte e disparos pelo terceiro dia consecutivo”, denunciou Sarah Leah Whitson, diretora da HRW para o Oriente Médio e o norte da África.

“A Líbia tenta impor blecaute informativo, mas não pode esconder o massacre”, declarou a ativista.

 

Testemunhas disseram à organização que ao menos 10 mil pessoas participaram neste domingo das manifestações em Benghazi, após o funeral em memória das 84 pessoas mortas na véspera.

Segundo os relatos dessas pessoas, a manifestação chegou à altura de Katiba El Fadil Bu Omar, uma região oficial que inclui uma das residências de Kadafi e que está sob forte esquema de segurança. Nessa localidade, eles relataram que oficiais militares com boinas amarelas dispararam indiscriminadamente contra a multidão.

Por fim, a HRW denunciou a detenção de Abdelhafiz Ghogha, um dos advogados mais conhecidos de Benghazi, que representou as famílias das vítimas da repressão da prisão de Abu Salim em 1996. A detenção é a 17ª envolvendo ativistas, advogados e ex-prisioneiros políticos desde o início dos protestos.

Tensão diplomática

No entanto, as relações diplomáticas da Líbia estão em estado conflituoso. O país ameaçou a União Europeia de interromper sua cooperação em assuntos relacionados à imigração caso seus governos continuem a se manifestar sobre os protestos – em especial, quando condenam a repressão. A informação é da presidência rotativa da União Europeia, que neste semestre é da Hungria.

“Na semana passada, na quinta-feira se eu não me engano, as autoridades líbias chamaram o embaixador húngaro na Líbia, que representa à UE, e disseram que podiam suspender a cooperação sobre imigração se a UE continuasse a fazer comentários sobre a Líbia”, confirmou o porta-voz da Presidência húngara, Gergely Polner.

Segundo Polner, o regime de Muammar Kadafi fez a advertência a todos os embaixadores europeus em Trípoli, descontente com as declarações feitas pela alta representante da UE, Catherine Ashton. Na ocasião, a chanceler da EU pediu as autoridades líbias que não utilizassem de violência para reprimir as manifestações.

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ONG Human Rights Watch contabiliza 173 mortos nos protestos na Líbia

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