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O líder do Sudão, Omar al-Bashir, autorizou hoje (7/8) os governadores dos três estados da região ocidental de Darfur a expulsarem qualquer organização humanitária internacional, inclusive as agências da ONU (Organização das Nações Unidas), caso “não sejam respeitados os limites a elas estabelecidos”. Bashir fez a advertência durante um comício em Cartum em que participaram dirigentes locais dessa região do país.

O conflito de Darfur eclodiu em fevereiro de 2003 e já deixou cerca de 300 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados. Houve fases de negociações entre o governo e grupos rebeldes desde 2004, mas ainda não foi assinado um acordo de paz entre os envolvidos.

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O presidente sudanês orientou os governadores de Darfur que qualquer organização internacional que exceda os limites de seu mandato “seja expulsa no mesmo dia”. Ele acrescentou que a ordem deve ser cumprida também pelas agências da ONU e pelas organizações da União Africana, “até a Unamid” – força de paz conjunta da ONU e da União Africana.

Bashir afirmou que os campos de refugiados do Sudão “são território sudanês sob a autoridade sudanesa, e não há poder neste mundo que possa impedir o governo de desempenhar suas funções e perseguir fugitivos ou pessoas que violam a lei”. O líder se referia à situação do campo de refugiados de Kalma, no sul do Sudão, onde a Unamid mantém sob sua proteção seis pessoas acusadas de incitar distúrbios que na semana passada deixaram cinco mortos.

A Unamid não quer entregar esses seis perseguidos – cinco idosos e uma mulher, simpatizantes do grupo rebelde Exército de Libertação do Sudão – até que não haja provas das acusações e garantias de um julgamento justo.

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Omar al-Bashir ameaça expulsar entidades humanitárias do Sudão

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